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Investida da Kaszek, Hubla bate breakeven e mira R$ 2B em GMV

By abril 24th, 2026No Comments
Bernardo Reis, Arthur Alvarenga e Raphael Capelão, da Hubla | Foto: Claudio Gatti/divulgação
Bernardo Reis, Arthur Alvarenga e Raphael Capelão, da Hubla | Foto: Claudio Gatti/divulgação

A Hubla teve uma jornada e tanto até encontrar um caminho sustentável para seu crescimento. Em 2021, ainda com o mercado em alta, ela levantou uma rodada de R$ 60 milhões com investidores de peso, mas foi recentemente que as peças começaram a encaixar. Entre redesenhos de produto e estratégia, a companhia aumentou sua receita em dez vezes desde 2024, bateu o breakeven e agora quer dobrar seu GMV, chegando a R$ 2 bilhões em 2026.

Conforme explica o CEO Arthur Alvarenga, desde a rodada – um cheque de R$ 60 milhões liderado por Kaszek, FJ Labs, Big_Bets e Kevin Efrusy – a companhia passou por uma “maturação enorme de produto e uma expansão muito grande de tese”. Neste caminho, a startup deixou de ser apenas uma ferramenta de gestão de grupos pagos no Telegram, WhatsApp e Instagram e expandiu para uma plataforma completa de infoprodutos para criadores de conteúdo em um momento mais maduro.

Neste movimento de ajuste de produto, a Hublapassou pelos últimos anos sem fazer muito barulho. Enquanto outros nomes do ramo (Hotmart, por exemplo) apostavam em ficar sempre falando de novos produtos, a Hublafoi construindo sua plataforma e base de clientes de forma mais low profile, uma escolha deliberada, conforme destaca o cofundador e CEO Arthur Alvarenga.

“Isso vem muito como consequência da nossa cultura e dos nossos fundadores. Uma diferença muito grande de momentos pré-product market fit e pós-product market fit”, diz o executivo, em conversa com o Startups. “A gente gosta de dividir muito claramente o momento de escala e o momento de construção de produto extremamente forte para o público que está sendo atendido”.

Foi só quando o CEO sentiu que o produto estava maduro o suficiente que a empresa começou a investir em awareness. “Em 2024, a gente começou a fazer mais barulho em microcomunidades, fechando com criadores estratégicos. E agora, mais no final de 2025, a gente realmente começou a aparecer mais para o mercado, fazendo mais eventos, postando mais em social media. Em 2026, a gente quer dar mais passos e trazer mais a marca da Hublapara mais pessoas ouvirem falar da gente”, explica.

Foco em escala

Perguntado sobre como a Hublase diferencia de outros nomes voltados ao mercado de infoprodutos, Arthur volta ao tema da maturidade e escalabilidade, que é um desafio para muitos criadores que já têm sua base de seguidores e consumidores estabelecida, mas lutam para atendê-la de forma adequada.

“Esse criador já entrou no mercado digital, já vende produto digital, e o desafio muda muito quando você já tem produto validado para quando você quer virar uma empresa de fato”, diz o CEO. “Você tem que criar vários produtos, tem que ter time de operações para atender seus clientes, time de vendas para vender produtos mais caros. São criadores, em áreas como educação, que começam a ter três a cinco pessoas no time”.

A plataforma, que Arthur chama de “plataforma pro”, tem o objetivo de ser um parceiro de negócios, não apenas uma ferramenta de distribuição. “O criador olha para a gente e fala: esse é meu parceiro de negócios, que oferece dados, infraestrutura, IA, conversão, flexibilidade e autonomia para eu conseguir chegar nesse patamar de negócio”, destaca.

A distinção em relação a concorrentes como a Hotmarté, segundo o CEO, de posicionamento e foco. “A gente não está focando em quem nunca criou produto digital. A questão não é contra quem a gente compete, e sim o tipo de creator que a gente quer atender bem”, frisa.

Com essa visão voltada à gestão e escala, a plataforma já atende milhares de criadores (a empresa não abriu números) e já processou compras de mais de 2,8 milhões de compradores ao longo de sua história. Para 2026, a meta é chegar aos R$ 2 bilhões em valor transacionado (GMV).

IA no centro

Como não poderia deixar de ser nos tempos atuais, um dos motores de crescimento da Hublaem 2026 é a inteligência artificial. Entretanto, Arthur frisa que ela entra na plataforma não como camada adicional sobre o produto existente, mas de forma transversal na solução. “A gente está reconstruindo essa experiência do criador com a IA no centro”, afirma o CEO.

A empresa já tem dois produtos de IA em produção. O primeiro é um agente de vendas no WhatsApp, treinado 100% nos dados do criador (produtos, tom de voz, histórico), que atende leads 24 horas por dia, qualifica e responde a interações. Segundo o CEO, os primeiros testes com a solução já chamam atenção. “Esse agente nosso em produção está com uma conversão média de 17% em carrinhos abandonados. E alguns criadores que treinaram mais esse agente chegaram a até 35% de conversão”, revela.

O segundo produto é um agente de engajamento dentro da área de conteúdo, treinado no material do criador, que responde às dúvidas dos alunos e cria ferramentas de educação e retenção.

Mas a ambição vai além. “A gente quer expandir muito além disso. Análise preditiva de churn, recomendação de pricing, otimização de conteúdo, insights de dados. A visão é que o criador consiga abrir o dashboard da Hublae ele já diga o que ele precisa fazer para abrir novas avenidas de crescimento”, completa o executivo.

Crescimento sem rodada?

Com o breakeven atingido e crescimento de dez vezes acumulado, a Hublachega a 2026 em uma posição financeira que dá ao fundador liberdade de escolha sobre o próximo passo de capitalização. Passados cinco anos da rodada com a Kaszek, a pergunta sobre uma nova captação está na mesa, mas sem urgência.

“A Hublaestá em uma posição hoje em que a gente não depende de uma próxima rodada de investimento para existir e, mais do que isso, não depende de uma nova rodada para continuar crescendo”, diz Arthur.

Segundo o CEO, o foco da companhia é manter o crescimento de forma sustentável, mas não fecha as portas para um investidor, desde que ele seja estratégico. “Não estamos fechados para essa possibilidade, caso a gente decida que isso vai ser um acelerador de fato do impacto que conseguimos ter para nossos clientes e para o mercado como um todo”, avalia.

E, por falar em impacto, neste novo momento da Hubla, o CEO acredita que o mercado de criadores de conteúdo guarda uma onda ainda maior de crescimento. Segundo dados da consultoria global HeartBit, é um mercado que pode chegar a US$ 525 bilhões até 2030, e a Hublaestá se posicionando para isso.

“A gente tem milhões de profissionais hoje no Brasil que criam conteúdo profissionalmente e têm potencial gigante de monetizar esse conteúdo e escalar o serviço para muito mais pessoas. Ainda estamos vendo a pontinha do iceberg”, finaliza.

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