
Ao contrário do senso comum, profissionais de cibersegurança não são só aqueles com formação técnica em tecnologia, e perfis variados, que vão daqueles com experiências em processos, análise e gestão, são cada vez mais procurados pelas empresas. Isso se deve à crescente complexidade dos ataques cibernéticos, que passa a incluir habilidades comportamentais e visão prática do negócio.
“Hoje, mais do que uma formação específica, o que pesa é a capacidade de aprender rápido, se adaptar e entender como a segurança impacta o funcionamento da empresa”, diz em comunicado Thales Santos, engenheiro sênior de vendas da Eset no Brasil. “Os riscos envolvem pessoas, processos e contexto e não mais apenas a parte técnica. Por isso, equipes mais diversas tendem a responder melhor a esses cenários”, explica, se referindo aos novos tipos de ataque que surgem quase todos os dias.
Leia também: Novos executivos: Roblox, Skyone e mais
Segundo ele, o mercado valoriza profissionais que conseguem aplicar conhecimento de segurança da informação na prática e traduzi-lo para o dia a dia das empresas, da identificação de vulnerabilidades à habilidade de priorizar riscos e propor respostas. “Quem junta conhecimento técnico básico com capacidade de negociar, influenciar e alinhar diferentes áreas tende a se destacar, até em trajetórias que depois migram para gestão de riscos ou compliance”, diz Santos.
O executivo ressalta que a atualização profissional deixou de ser diferencial e passou a ser requisito. E que novas ferramentas, técnicas e abordagens surgem rapidamente, exigindo que os profissionais acompanhem esse ritmo. Profissionais que conseguem unir conhecimento, adaptabilidade e visão prática tendem a se destacar, diz.
Além disso, compreender o funcionamento do negócio ajuda a alinhar estratégias de segurança às prioridades da empresa.
Siga oIT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!
