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Solange Plebani, CEO da Bionexo (Imagem: divulgação)

A Bionexo concluiu a aquisição do Tasy, software de gestão hospitalar e prontuário eletrônico que pertencia à Philips, a empresa também anunciou a criação da Bionexo Tasy, plataforma que passa a reunir, sob uma única estrutura, soluções que até então operavam em camadas desconectadas do sistema de saúde, como supply chain hospitalar, gestão clínica, faturamento, relacionamento com operadoras e atenção primária.

A operação recebeu aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e está concluída do ponto de vista regulatório.

Combinação essencial

O Tasy ocupa posição consolidada em hospitais, clínicas e operadoras de planos de saúde em toda a região, com presença que se construiu ao longo de mais de 25 anos como sistema de registro clínico e gestão operacional.

A Bionexo, por sua vez, tem histórico equivalente no lado do supply chain, conectando hospitais e clínicas a fornecedores de materiais e medicamentos.

O que estava em jogo na aquisição, portanto, não é apenas a soma de duas bases de clientes, mas a possibilidade de integrar fluxos de dados que, até aqui, não se comunicavam de forma nativa, como o histórico transacional de compras hospitalares com o registro assistencial e financeiro gerado dentro das instituições.

Para líderes de tecnologia no setor de saúde — CIOs e CDOs de hospitais, redes e operadoras —, esse é o dado estratégico central. A fragmentação dos sistemas de informação em saúde é um problema estrutural conhecido. Dados clínicos em um sistema, dados financeiros em outro, supply chain em um terceiro, com integrações frágeis e manutenção entre eles.

A Bionexo Tasy posiciona sua proposta exatamente nesse ponto de dor, prometendo integração nativa entre camadas que historicamente exigiam desenvolvimento personalizado para se comunicar.

Tecnologia hospitalar com IA

A aposta em inteligência artificial (IA) aparece como consequência direta dessa estratégia de dados. Com uma base transacional abrangente, que vai da compra de insumos à prescrição, do faturamento ao pagamento pela operadora, a empresa amplia o escopo de aplicações possíveis: previsão de demanda e gestão de estoques, automação de rotinas administrativas e, com mais cautela, apoio à decisão clínica com base em dados históricos.

A maturidade dessas aplicações ainda dependerá da qualidade da integração técnica que vier a ser executada, mas o ativo de dados combinado representa um ponto de partida mais robusto do que qualquer uma das empresas teria individualmente.

“Não é todo dia que duas histórias de mais de 25 anos na saúde se unem com esse nível de complementaridade”, afirmou Solange Plebani, CEO da Bionexo Tasy.

A executiva destacou a incorporação de 800 profissionais de software do Tasy à estrutura da nova empresa, com centro de desenvolvimento em Blumenau, polo de tecnologia consolidado no sul do país.

Leia mais: “Quem não investir em IA perderá lugar em velocidade impressionante”, diz Nenshad Bardoliwalla, da ServiceNow

A escala de engenharia resultante é um indicador relevante, fusões de tecnologia frequentemente esbarram na dificuldade de integrar culturas de desenvolvimento distintas, e o tamanho da equipe absorvida dá a dimensão do desafio de execução pela frente.

Maurício De Lázzari Barbosa, fundador da Bionexo e agora chairman da Bionexo Tasy, posicionou a operação como um movimento de simplificação e abertura: “nosso compromisso é simplificar e integrar: reduzir a complexidade, ampliar a interoperabilidade e usar dados e IA de forma responsável para que hospitais, clínicas e operadoras trabalhem melhor.”

Atualizações nas plataformas atuais

A referência à interoperabilidade não é acidental, a empresa anunciou uma estratégia aberta de integração com outros fornecedores de tecnologia em saúde, sinalização importante num mercado onde plataformas tendem a construir walled gardens que dificultam a portabilidade de dados e aprofundam dependências.

Esse ponto merece atenção dos gestores de TI que avaliam ou já utilizam os sistemas envolvidos. A promessa de interoperabilidade aberta precisa ser verificada na prática, especialmente em contratos e arquiteturas futuras.

No curto prazo, a empresa sinalizou continuidade operacional sem alterações imediatas para clientes de ambas as plataformas, contratos, equipes e canais de atendimento seguem funcionando normalmente, com a integração ocorrendo de forma gradual.

Para gestores de tecnologia em instituições que utilizam o Tasy ou a Bionexo, o momento exige monitoramento, é na fase de integração pós-fusão que surgem os primeiros sinais sobre prioridades de produto, ritmo de atualização de sistemas e eventuais mudanças de roadmap que afetam planejamentos internos.

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