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Pessoa utilizando um computador portátil em uma mesa, vista parcialmente ao fundo. Em primeiro plano, há uma sobreposição gráfica translúcida com a representação de uma cabeça humana em estilo wireframe, mostrando o cérebro em destaque. Ao redor da figura aparecem painéis digitais flutuantes com ícones, gráficos circulares, barras, porcentagens e blocos conectados por linhas, sugerindo processamento de dados e sistemas digitais. O ambiente tem iluminação suave, com fundo desfocado que mantém o foco nos elementos tecnológicos. (Brasil)

Por Edson Alves

O mercado de inteligência artificial na América Latina deve saltar de US$ 40 bilhões neste ano para mais de US$ 500 bilhões até 2034. É o que aponta um estudo recente da Market Data Forecast. E tem um dado que me chamou atenção: o Brasil responde por 38% desse mercado na região.

Números impressionam. Mas o que eles significam na prática?

Para quem está no setor de tecnologia há algum tempo, como eu, esses números são um sinal de que algo está mudando. E mudando rápido. Setores como finanças, saúde, varejo e agricultura estão adotando IA de forma acelerada. Bancos usando ferramentas para detectar fraudes em tempo real. Hospitais apoiando diagnósticos. Varejistas prevendo demanda. Não é mais futuro. É presente.

O que pouca gente percebe é que essa transformação não acontece sozinha. Ela exige estrutura. E o Brasil vem construindo essa base. A Estratégia Nacional de Inteligência Artificial tem ajudado a criar centros de pesquisa, formar talentos, estimular parcerias entre universidades e empresas. É um trabalho silencioso, mas que começa a dar resultado.

Ainda assim, temos um desafio enorme pela frente.

Diferente de outros mercados, onde a IA já está consolidada em soluções maduras, aqui ainda estamos no começo. E isso é bom. Significa que temos espaço para construir com identidade própria. Não apenas importar tecnologias prontas de fora, mas desenvolver soluções que fazem sentido para a nossa realidade.

Um executivo do setor comentou no estudo que a IA deixou de ser um experimento restrito a grandes empresas. Agora, ela integra o dia a dia de organizações de todos os portes. E é exatamente aí que vejo a grande oportunidade.

Leia mais: “Quem não investir em IA perderá lugar em velocidade impressionante”, diz Nenshad Bardoliwalla, da ServiceNow

O estudo aponta um crescimento projetado de 37% ao ano. É um ritmo acelerado. Mas crescimento sozinho não quer dizer nada se não vier acompanhado de qualidade, de propósito, de soluções que realmente transformam a vida das pessoas e a eficiência dos negócios.

O Brasil tem condições de liderar esse movimento na região. Temos mercado interno robusto, temos talento, temos iniciativas públicas que começam a dar frutos. Agora, precisamos de algo mais: maturidade para escolher os caminhos certos.

Investir em IA não é sobre adotar a tecnologia mais hype. É sobre entender qual problema você quer resolver, reunir os dados certos, formar as pessoas certas, e construir soluções que escalam com responsabilidade.

A oportunidade está aí. Não é todo dia que um mercado projeta crescimento de mais de meio trilhão de dólares em menos de uma década. Mas, oportunidade não se aproveita com pressa. Aproveita-se com estratégia, com foco, com visão de longo prazo.

E isso, no fundo, é o que sempre fez diferença no mundo dos negócios. Não quem chega primeiro. Quem chega melhor preparado.

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