
Poucos dias após antecipar ao Startups que uma nova rodada estava a caminho, a Pitz oficializou a captação. A startup mexicana anunciou uma extensão de investimento de aproximadamente US$ 2,9 milhões, elevando para US$ 5 milhões o total captado em menos de um ano.
A nova rodada contou com participação dos fundos Alaya, Boost, Cracks, Latitud, The Pitch, BFF, Marathon e Amplifica. O aporte complementa os US$ 2,1 milhões anunciados há sete meses, em uma rodada que reuniu os fundos globais Hustle Fund, 500 Startups, Marathon e Cracks Fund, além de investidores-anjo ligados ao automobilismo, incluindo nomes da Fórmula 1.
Fundada pela ex-executiva da Rappi e da Jokr (Daki) Natália Salcedo, a Pitz atua como uma plataforma de infraestrutura automotiva baseada em inteligência artificial. A startup quer se tornar uma espécie de “sistema operacional” das oficinas mecânicas na América Latina, integrando diagnóstico, gestão, marketplace de peças e logística em uma única plataforma.
Em entrevista ao Startups publicada na semana passada, Natália já havia sinalizado que novas rodadas estavam no radar, embora tivesse evitado compartilhar detalhes sobre valores e timing da operação.
Criada no México e atualmente em expansão no Brasil, a empresa vem apostando em um setor historicamente pouco digitalizado. A startup opera hoje na região metropolitana de São Paulo e atende oficinas independentes, redes automotivas, fabricantes e revendedores. Atualmente, são mais de 1.400 oficinas cadastradas e um catálogo com mais de 1 milhão de SKUs automotivos.
Ao Startups, Natália afirmou que boa parte dos diagnósticos automotivos feitos atualmente ainda são incompletos ou incorretos – gargalo que impacta diretamente o tempo de reparo dos veículos. Nesse contexto, a Pitz aposta em inteligência artificial por meio de um assistente virtual criado para conversar diretamente com os mecânicos durante a análise dos carros. A proposta é transformar interações por voz em diagnósticos mais rápidos, precisos e eficientes.
A Pitz no Brasil
A startup também vê o mercado brasileiro como peça central da sua expansão internacional. Segundo Natália, o país representa um dos mercados mais complexos da América Latina em termos culturais e logísticos – justamente por isso, considerado estratégico para validar o modelo da empresa. “Se conseguirmos fazer esse produto funcionar aqui, conseguimos fazer funcionar em qualquer lugar do mundo”, disse.
A Pitz opera com equipes locais em cada mercado, com 13 funcionários no Brasil, cerca de 20 pessoas no México e centenas de vagas abertas entre os dois países. Toda a equipe brasileira é formada por profissionais locais, enquanto o time mexicano vem passando por treinamento em português para facilitar a integração entre as operações.
No México, a Pitz opera com logística própria após adquirir uma empresa local do setor. Já no Brasil, a operação logística funciona por meio de parceiros. A startup afirma que a meta é continuar acelerando o desenvolvimento tecnológico da plataforma e consolidar sua presença na América Latina.
Próximos passos
Os Estados Unidos são o próximo alvo da companhia. A expectativa é iniciar a operação no mercado norte-americano até o fim do ano, com parte dos recursos da rodada sendo direcionada para viabilizar essa expansão.
Com isso, a startup espera ultrapassar a marca de 8 mil oficinas conectadas à plataforma em 2026, considerando todos os mercados em que atua, além de expandir ainda mais sua operação de marketplace automotivo.
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