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Toku: “É difícil acompanhar todas as mudanças regulatórias”

By junho 10th, 2026No Comments
Cristina Etcheberry, Co-Founder & CEO da fintech chilena Toku | Foto: Divulgação / Web Summit Rio

O Brasil se tornou uma referência mundial em tecnologia de pagamentos, com iniciativas reguladas como o Pix. Para fintechs internacionais que estão expandindo para o país, as particularidades do mercado local são tanto um desafio, quanto uma oportunidade. É o caso da chilena Toku, de infraestrutura de pagamentos, que planeja crescer cinco vezes no Brasil este ano.

“O Brasil representa 60% do nosso mercado endereçável total. É onde está a maior parte do potencial, por isso estamos investindo muitos recursos aqui. Este ano vamos crescer cinco vezes o time no Brasil. É onde está a maior parte do crescimento que temos pela frente”, conta Cristina Etcheberry, co-Founder e CEO da Toku, durante o Web Summit Rio 2026.

Com escritórios também no México e no Chile, a empresa chegou ao Brasil há cerca de um ano e meio com o objetivo de solucionar os problemas de cobrança de empresas de receita recorrente, através de um software que otimiza o processo de recolhimento e permite aos usuários customizá-lo com sua própria marca, levando total controle sobre o processo e uma solução de pagamento mais completa a seus clientes.

Em entrevista ao Startups, Cristina afirma que o mercado brasileiro é ágil, sempre buscando novas soluções para aumentar a eficiência dos processos, o que traz uma camada de complexidade que agrega ainda mais valor a soluções como a da Toku.

“O Banco Central está sempre lançando algo novo. Pix, Pix recorrente, Pix Automático, Pix parcelado. É difícil acompanhar todas as mudanças regulatórias”, diz Cristina. “E é exatamente por isso que vemos tanto espaço para gerar valor aqui.”

Uma das estratégias que mais tem funcionado para a Toku na conquista de clientes brasileiros é o modelo de piloto estruturado: antes de fechar um contrato completo, a empresa propõe um projeto com KPIs bem definidos que precisam ser atingidos.

“Nossa maior concorrente aqui não é outra startup. É o status quo”, afirma a CEO. “As empresas ainda fazem muita coisa no manual, e isso cria uma janela enorme para quem chega com uma solução mais eficiente.”

Em seu último round, realizado há cerca de um ano e meio, a Tokucaptou US$ 48 milhões em uma rodada liderada pela Oak, fundo americano especializado em saúde e fintech. Na ocasião, a CEO havia informado que 30% dos investimentos da empresa estavam sendo direcionados ao Brasil.

Por enquanto, segundo ela, o plano é continuar focando em Latam. “Eu sinto que o Brasil está realmente na vanguarda da inovação — é algo que eu gosto muito e que torna o trabalho estimulante. Pagamentos no Brasil estão sempre mudando, e é um ambiente muito dinâmico para trabalhar”, afirma Cristina.

O post Toku: “É difícil acompanhar todas as mudanças regulatórias” apareceu primeiro em Startups.

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