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Homem de pele clara, barba e cabelos curtos castanho-escuros com fios grisalhos, usando óculos e camisa social branca com as mangas dobradas. Ele fala em um palco, com microfone de rosto preso à orelha e segura um controle remoto na mão direita. Ao fundo, luzes de LED coloridas em tons de rosa, roxo e amarelo, e um painel desfocado com texto parcialmente visível em azul. (Totvs) (reforma) (tributária)

Apesar de falar muito sobre inteligência artificial (IA), o Universo Totvs deste ano não deixou de trazer a reforma tributária para o centro das discussões, já que o tema afetará empresas de todos os setores, especialmente na área de atuação da companhia. Para debater o assunto, a organização montou um palco especial – o Fiscal – com diversos painéis sobre os próximos passos, como se preparar e até os benefícios que as companhias podem ter com a reforma.

De acordo com Dennis Herszkowicz, presidente da Totvs, uma boa parcela dos clientes da empresa ainda não iniciou os movimentos para se adequar às novas regras de tributação. O palco, assim como o aviso feito ao final da keynote do primeiro dia, faz parte dos esforços da companhia para que os usuários de suas plataformas comecem a se adaptar.

Para Herszkowicz, a demora decorre de uma falta de percepção de urgência. “Muita gente não entendeu que a reforma já é uma realidade que começa agora, na virada do ano. O cliente acha que a mudança só começará depois que terminar a fase de transição.”

A passagem de um sistema tributário para outro será longa. Com início no ano que vem, o período de transição vai até 2033. No entanto, segundo o executivo, ao contrário do que muitos pensam, esta será a fase mais desafiadora do processo, principalmente no início, quando ambos os modelos ainda coexistirão com igual importância.

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“Temos feito tudo o que podemos para sensibilizar as empresas, mas estamos, sim, preocupados com o fato de que uma parcela importante delas ainda não deu a devida atenção ao tema”, enfatizou.

Herszkowicz afirmou ainda que o fato de algumas alíquotas, como a do novo IVA, ainda não terem sido definidas não é um impeditivo para que as organizações comecem a se adequar ao novo modelo. “O que mais importa é ter clareza sobre quais são os mecanismos que vão mudar. E nós já estamos bem avançados nesse trabalho de preparação interna, mas é um trabalho a quatro mãos.”

Os esforços se somaram à necessidade de conhecimento dos visitantes, que lotaram as filas para o Palco Fiscal, tornando-o um dos mais visitados e disputados do evento. A essa equação, o CEO da Totvs soma a potência da tecnologia para tornar a transição mais simples, com uma padronização e automação maiores dos pequenos processos do dia a dia.

Negando automações

Ao longo do evento, a Totvs também apresentou uma pesquisa que aponta que 50% das empresas brasileiras ainda não utilizam IA de forma estruturada em seus negócios. O levantamento foi realizado em parceria com a H2r Insights & Trends, entrevistando 194 organizações de grande (25%), médio (56%) e pequeno porte (19%).

Dentre as empresas que já utilizam a tecnologia, 58% ainda estão em estágios iniciais de implementação, enquanto 34% afirmam estar em um nível intermediário, com iniciativas em andamento, mas ainda não totalmente maduras; e apenas uma pequena fração (8%) considera sua adoção de IA corporativa avançada.

Durante a coletiva de imprensa, Dennis e Cristiano Nóbrega, chief data & AI officer da Totvs, afirmaram ver os dados como uma oportunidade de crescimento para explorar o mercado. No ano passado, a companhia lançou o Digital Trusted Advisor (DTA), um agente de IA para as organizações e, de acordo com o CEO, a resposta dos clientes tem sido positiva. “Para nós, a IA é uma oportunidade enorme. Queremos mostrar que ela não é uma moda passageira, assim como a internet há anos.”

A contradição entre a percepção atual e os dados, segundo Nóbrega, decorre da falta de entendimento, por parte das empresas, sobre o valor da tecnologia. Apesar de muitas se empolgarem com a inteligência artificial, ainda não enxergam o benefício ou sabem como calcular o ROI da implantação.

De acordo com a pesquisa, apenas 20% das empresas que usam IA consideram seu uso altamente estratégico, enquanto 42% posicionam a tecnologia como pouco alinhada aos objetivos do negócio. “Principalmente as empresas pequenas e médias, que são o grande coração da Totvs, ainda precisam dar passos importantes para extrair valor do que a IA pode gerar”, afirmou Herszkowicz.

O CEO disse acreditar que, em um ano, os resultados de um estudo similar serão muito diferentes e que o objetivo da Totvs para este ano é liderar na forma de decifrar a tecnologia. “Nós mesmos ainda estamos nos tornando especialistas em IA, então sabemos que gera dúvidas. Mas o nosso papel é ajudar a encontrar uma agenda assertiva para o valor real da IA.”

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