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Após rodada, Jusfy planeja lançar fintech para advogados

By agosto 9th, 2025No Comments
Rafael Bagolin, fundador da Jusfy | Foto: Divulgação
Rafael Bagolin, fundador da Jusfy | Foto: Divulgação

A Jusfy vai lançar em setembro uma fintech voltada exclusivamente para advogados. A novidade vem poucos meses depois de a lawtech levantar uma rodada de investimentos pré-Série A, em que elevou seu valuation para US$ 30 milhões. Com 26 ferramentas em seu portfólio de soluções para a categoria, a startup busca se consolidar como o one stop shop dos advogados no Brasil e, para isso, também irá apostar em aquisições.

Fundada em 2021, a Jusfy vem crescendo a cada semestre, e ganhou ainda mais tração com a captação do início deste ano, que não teve o valor divulgado. Com os recursos, a lawtech trouxe dois nomes de peso para a operação: Renato Sacramento (ex-Hotmart), que assumiu como CPTO, e Emanuela Araujo (ex-Sami Saúde), que chegou para ocupar o cargo de CFO.

Em entrevista exclusiva ao Startups, Rafael Bagolin, fundador da Jusfy, conta que a empresa começou o ano com 40 pessoas na equipe e 27 mil clientes, e atualmente possui um time com 72 pessoas e 47 mil clientes.

“A gente sempre foi uma empresa bootstrapping. Sempre tivemos caixa e já estávamos breakevados. Mas o aporte nos deu mais tranquilidade para fazer investimentos, inclusive trazendo esses novos talentos”, afirma Rafael.

Em setembro, a lawtech vai lançar sua fintech, inicialmente com produtos de crédito como antecipação de recebíveis, além de cartões de crédito e débito. A ideia, segundo o fundador, é usar a base de dados que a companhia possui para fazer uma análise de risco mais assertiva, em comparação aos bancos tradicionais.

“Existe uma mega dor na advocacia que é: o banco não gosta do advogado. Ele é um cliente problemático, não tem receita recorrente, entra com ação contra a instituição. E muitas vezes possui conta nos piores bancos, que são os bancos públicos, porque são vinculados à Justiça brasileira. Queremos oferecer a esses profissionais mais crédito e possibilidades. E eu posso fazer isso porque meu risco é menor, já que eu conheço melhor o cliente”, explica.

Para escalar esse produto, a Jusfy planeja uma nova rodada de investimentos em cerca de oito meses. Além das soluções iniciais, Rafael quer oferecer soluções de crédito em blockchain, com a possibilidade de tokenizar processos judiciais (ou os ganhos previstos com essas ações) como garantia em empréstimos.

Atualmente, os três principais produtos da Jusfy são a ferramenta de IA JusGPT, a ferramenta de dados e background check Jusfinder, e as calculadoras que permitem fazer liquidação de sentença com mais facilidade.

De janeiro a junho foram feitas mais de 1 milhão de consultas em seus buscadores, mais de 600 mil cálculos jurídicos, 117 mil oportunidades de novos clientes desbloqueadas e 400 mil interações com a JusGPT, de acordo com a empresa.

“A gente não acredita que o advogado vai morrer, mas sim que ele vai ficar superpoderoso. A IA vai fazer com o advogado algo parecido com o que a Omie e a Conta Azul fizeram com o contador. Esse profissional continuará existindo, mas com muito mais acesso a conhecimento e ferramentas para crescer por conta própria”, avalia Rafael.

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