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A imagem mostra uma pessoa vestindo uma camisa preta, sentada em uma cadeira laranja. O fundo é claro e liso, sem elementos adicionais visíveis. (Bossa Box)

O problema da falta de mão de obra qualificada não é recente na área de Tecnologia. Mas foi a estimativa de déficit de 449 mil profissionais em 2016 – de acordo com o estudo The Network Skills in Latin America, encomendado pela Cisco à IDC – que inspirou os três colegas de faculdade André Abreu, João Zanocelo e Eduardo Thomas Koller a criarem a Bossa Box.

A companhia, na verdade, começou como um projeto entre amigos que sonhavam em empreender. “Na época, um dos cofundadores trabalhava em uma consultoria de tecnologia que estava fechando as portas. Então tivemos a ideia de começar a realizar o trabalho para essas empresas, mas foi um início muito inocente, sem nem CNPJ”, conta Abreu.

Com o tempo, a experiência e o acompanhamento das notícias, o trio percebeu que havia uma lacuna de serviços no mercado. A profissionalização da empresa aconteceu quando André notou que o modelo de agência era pouco explorado no setor. A lacuna, então, transformou-se em oportunidade, e a Bossa Box nasceu como um marketplace de serviços de desenvolvimento de software, inicialmente acelerada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

“O nosso modelo é conectar ofertantes à demanda de serviços. E decidimos focar no desenvolvimento e na gestão de produtos. Poderíamos crescer ampliando a atuação? Sim, mas acredito que seria como um voo de galinha, porque prezamos muito pela qualidade da entrega”, acrescenta Abreu, atual CEO da companhia.

Para garantir essa qualidade, a Bossa Box contrata apenas desenvolvedores sêniores e, segundo o executivo, até o momento não enfrentou a falta de mão de obra que motivou a fundação da empresa. Para ele, o segredo está em ter um perfil específico de profissional e oferecer previsibilidade de renda a quem deseja fazer a migração. “Muitas vezes é a previsibilidade de renda que impede os profissionais de se tornarem autônomos, mas eles querem essa flexibilidade”, reforça.

Além do conhecimento técnico, a companhia busca, acima de tudo, desenvolvedores com soft skills avançadas. O comportamento de seus técnicos seria o grande diferencial da Bossa Box, diante de um setor que, segundo o empresário, aumentou salários de forma agressiva para atrair profissionais, mas agora lida com funcionários em cargos de senioridade sem a experiência correspondente. “É a experiência que traz a capacidade de argumentar e conectar o técnico ao negócio. Esse é um vetor que muitas vezes o mercado negligencia.”

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Atualmente, a empresa atua majoritariamente com organizações de médio e grande porte, tendo como principal base de clientes instituições do setor financeiro e startups pós-rodadas de investimento Série A, que buscam ganhar escala nas operações. Entre suas parcerias mais relevantes está a Grafeno, plataforma digital de serviços para o mercado de crédito, recentemente adquirida pela Vortex.

“Já comemoramos três anos de parceria. Fomos nós que auxiliamos na criação do centro de inovação deles, integramos nossa solução a todo o time de gestão. Enfim, foram dez novos produtos lançados em conjunto desde o início da colaboração.”

A próxima etapa é oferecer, tanto para clientes como a Grafeno quanto para outras corporações, soluções baseadas em inteligência artificial (IA). Para seguir conectando tecnologia e mercado, Abreu e seus sócios pretendem transformar a empresa em AI First, empacotando as ferramentas já utilizadas internamente para que os clientes também possam aproveitá-las.

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