Skip to main content
Notícias

Oria Capital prepara novo fundo de secundárias

By outubro 23rd, 2025No Comments
Oria Capital
Oria Capital | Reprodução: Oria Capital

A Oria Ventures está preparando um novo fundo, com foco em secundárias – as queridinhas do momento no venture capital. Esse tipo de operação, que consiste em comprar participações de outros investidores, tem chamado a atenção até mesmo de bancos tradicionais, como o Goldman Sachs, que recentemente adquiriu a Industry Ventures, gestora norte-americana especializada nesse modelo.

Mas a Oria não é novata nesse tipo de investimento. A gestora lançou seu primeiro fundo com estratégia secundária em 2018, quando comprou participações de seis startups que faziam parte do portfólio do corporate venture capital (CVC) da Intel. Na época, a companhia queria fazer desinvestimentos dos ativos na América Latina e a Oria reuniu investidores internacionais em um fundo de R$ 75 milhões para adquirir a parte da Intel nessas empresas.

Agora, em vez de comprar participações de um único vendedor, a Oria planeja ampliar suas possibilidades. A gestora vai manter a estratégia de fundos mais concentrados, com seis a 10 empresas, e foco em companhias em estágio growth e resilientes a ciclos econômicos.

“Não seguimos a lógica do spray and pray de alguns fundos de venture capital. Nossa missão não é encontrar o próximo unicórnio, e sim gerar retornos consistentes, entre 3x e 5x, de forma consolidada no portfólio”, explica Luciana Trindade, partner e head de Relações com Investidores da Oria. “Mesmo durante a pandemia, as empresas nas quais investimos conseguiram manter rentabilidade e crescimento. Isso mostra a resiliência do modelo que buscamos.”

O novo fundo, que deve levantar entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões, terá cheques que variam de R$ 15 milhões a R$ 50 milhões por empresa. A expectativa é fechar a captação até o fim de 2025 ou início de 2026, já com o portfólio praticamente definido. “Nossa ideia é fazer uma transação casada: captar o fundo e, ao mesmo tempo, já entrar com as companhias mapeadas”, diz Luciana.

Fundada em 2009 por Jorge Steffens e Paulo Caputo, ex-executivos da Datasul – uma das pioneiras brasileiras em software de gestão (ERP), adquirida pela Microsiga, que deu origem à TOTVS –, a Oria nasceu com o propósito de ajudar empresas B2B e SaaS em fase de crescimento acelerado a se preparar para uma saída via IPO ou aquisição estratégica.

Com participações minoritárias – entre 20% e 40% – e assentos nos conselhos das investidas, a Oriaatua de forma ativa na reorganização de estruturas de vendas, marketing e governança. Um dos diferenciais, segundo a executiva, é que a Oria “tem DNA de operador”, com gestores que possuem experiência como empreendedores, em vez de vir do mercado financeiro.

“Nosso propósito é ajudar de verdade o empreendedor, não apenas aportar capital. A gente coloca a disciplina do private equity dentro das empresas de growth”, aponta Luciana.

A nova onda das secundárias

O interesse crescente por fundos secundários vem do novo ciclo do venture capital, marcado pela falta de liquidez e pela reprecificação de ativos.

A gestora prioriza empresas B2B com receita recorrente acima de R$ 30 milhões anuais e entre 500 e 1 mil clientes. Em linhas gerais, são companhias que já superaram o “vale da morte” e precisam se reestruturar para crescer de forma exponencial.

“Vemos muitas oportunidades nesse mercado, principalmente pela falta de liquidez. Nossa ideia é capturar companhias que estão no portfólio de VCs e CVCs, que sejam empresas rentáveis, mas que ainda precisam de maturidade para chegar a uma saída. Quando a gente entra, realinha expectativas com os fundadores e os outros investidores”, afirma Luciana.

A tese de investimento é diversificada, combinando verticais como logtech, martech, construtech, legaltech e indústria 4.0, com horizontais, como CRM e supply chain.

Com 18 companhias investidas desde sua fundação e 10 saídas completas, a Oria aposta no seu conhecimento e experiência com secundárias para se destacar neste momento. A gestora começou a explorar esse tipo de transação muito antes de o tema ganhar destaque no mercado e se especializou no secundário direto – quando compra participações de empresas, e não cotas de outros fundos, como fazem outras casas.

Esse pioneirismo garantiu à Oria um track record representativo, com retornos consistentes e a confiança de investidores locais e estrangeiros. “Já provamos que é possível entregar bons resultados nesse modelo, mesmo em ciclos de menor liquidez”, comenta Luciana Trindade, partner da gestora.

Além disso, a Oriatem se mostrado criativa ao estruturar soluções que ampliam a flexibilidade do capital investido. Em 2021, adotou uma estratégia de continuation fund, estrutura em que o gestor recompra os próprios ativos para dar mais tempo às saídas e oferecer liquidez imediata a quem deseja encerrar a posição.

“Sempre fomos super ativistas em buscar soluções. Ter criatividade ajuda muito neste mercado”, diz.

O post Oria Capital prepara novo fundo de secundárias apareceu primeiro em Startups.

Close Menu

Wow look at this!

This is an optional, highly
customizable off canvas area.

About Salient

The Castle
Unit 345
2500 Castle Dr
Manhattan, NY

T: +216 (0)40 3629 4753
E: hello@themenectar.com