Skip to main content
Notícias

Mercado aprova regras mais duras para as fintechs

By novembro 4th, 2025No Comments
Fintechs
Fintechs. Foto: Canva

O Banco Central anunciou nesta segunda-feira (03) um conjunto de novas regras para aumentar a segurança do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e evitar a lavagem de dinheiro por parte de organizações criminosas. As medidas foram bem recebidas pelas fintechs e empresas de Banking-as-a-Service.

Entre as mudanças está o encerramento compulsório de contas bancárias sem respaldo ou em desacordo com a regulamentação, incluindo as chamadas contas-bolsão – abertas por fintechs em bancos tradicionais. Esse foi o tipo de conta utilizado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para lavar dinheiro do crime organizado.

Segundo a resolução, as instituições deverão encerrar as contas de clientes nas quais se verifiquem a sua utilização com o objetivo de realizar atividades caracterizadas como serviços financeiros ou de pagamentos. A nova regra entra em vigor em 1º de dezembro de 2025.

As instituições devem utilizar critérios próprios para identificar essas irregularidades, podendo se utilizar de dados armazenados em bases públicas e/ou privadas, diz o BC. A documentação relacionada às contas de depósitos e de pagamento finalizadas deve permanecer à disposição do Banco Central por pelo menos 10 anos.

O BC e o Conselho Monetário Nacional (CMN) também anunciaram uma nova metodologia de apuração do limite mínimo de capital social integralizado e de patrimônio líquido das instituições financeiras (IFs) e demais instituições autorizadas a funcionar pela autoridade monetária.

Com a mudança, a definição dos valores mínimos passa a levar em conta principalmente as atividades efetivamente exercidas, e não mais o tipo específico de instituição. A metodologia também prevê uma parcela do capital mínimo para cobrir o custo inicial da operação e os custos associados aos serviços intensivos em infraestrutura tecnológica. Essas alterações entram em vigor imediatamente.

Fintechs

A ABFintechs informou que “acolhe positivamente” a decisão do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional de adotar uma nova metodologia de cálculo do capital mínimo, baseada no risco das atividades efetivamente exercidas. Com a medida, o capital mínimo das instituições de pagamento passa de R$ 1 milhão para um intervalo de R$ 9,2 milhões a R$ 32,8 milhões, segundo a associação.

“A associação entende que os novos patamares podem superar expectativas iniciais, mas considera a medida necessária para reforçar a solidez do setor e a proteção de consumidores e investidores. O prazo de adaptação até 31 de dezembro de 2027 é adequado para que as empresas realizem a transição de forma planejada, enquanto os novos entrantes deverão iniciar operações já seguindo a nova metodologia, fortalecendo práticas responsáveis desde o início”, destaca a entidade.

Por meio de nota, a associação disse que valoriza que a regulamentação seja orientada pelo risco real das atividades, incluindo a intensidade tecnológica e operacional, contribuindo para um mercado mais transparente, competitivo e seguro. “A medida reforça a confiança no desenvolvimento sustentável das fintechs e no ecossistema financeiro brasileiro como um todo”, finaliza.

Banking-as-a-Service

A Associação Brasileira de Banking as a Service (ABBAAS) informou por meio de nota que avalia as mudanças anunciadas pelo BC como “acertadas e fundamentais para a integridade do sistema financeiro”. Para a entidade, as medidas fortalecem a confiança no mercado, aumentam a transparência das operações e reforçam a segurança de todo o ecossistema.

“O aperto sobre o uso irregular de contas, incluindo as chamadas ‘contas-bolsão’, contribui para eliminar práticas que prejudicam a credibilidade do setor. Essa ação protege tanto instituições sérias quanto clientes, estimulando a adoção de modelos de operação mais seguros e rastreáveis. Hoje, fintechs já nascem com contas individualizadas e soluções alinhadas aos mais altos padrões de compliance, fortalecendo a confiabilidade do setor”, disse a associação.

Já a atualização da metodologia para capital mínimo traz maior precisão na avaliação da solidez das instituições, aponta a entidade, garantindo que recursos estejam adequadamente proporcionados às atividades exercidas e ao uso intensivo de tecnologia. “Para o mercado, isso significa mais estabilidade, previsibilidade e confiança para investidores, parceiros e clientes, mantendo o Brasil como referência global em inovação financeira com segurança”, aponta a ABBAAS por meio de nota.

O post Mercado aprova regras mais duras para as fintechs apareceu primeiro em Startups.

Close Menu

Wow look at this!

This is an optional, highly
customizable off canvas area.

About Salient

The Castle
Unit 345
2500 Castle Dr
Manhattan, NY

T: +216 (0)40 3629 4753
E: hello@themenectar.com