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Norte-coreanos se infiltram nos EUA como trabalhadores remotos de TI

By novembro 15th, 2025No Comments
DOJ reforça que empresas americanas precisam fortalecer processos de verificação de identidade, especialmente em modelos de trabalho remoto | Foto: Canva
DOJ reforça que empresas americanas precisam fortalecer processos de verificação de identidade, especialmente em modelos de trabalho remoto | Foto: Canva

Cinco pessoas se declararam culpadas por ajudar trabalhadores de TI ligados ao governo da Coreia do Norte a se infiltrar em empresas dos Estados Unidos como “funcionários remotos”. A fraude foi revelada nesta sexta-feira, em anúncio feito pelo Departamento de Justiça norte-americano (DOJ).

As confissões fazem parte de uma ofensiva nacional que também inclui mais de US$ 15 milhões em ações civis de forfeiture (confisco) relacionadas a criptomoedas roubadas e lavadas por hackers norte-coreanos.

O governo dos EUA afirma que a Coreia do Norte opera dois grandes esquemas para gerar receita em violação a sanções: o uso de identidades falsas ou roubadas para inserir trabalhadores de TI em empresas americanas e a realização de grandes ataques a plataformas de criptomoedas por meio do grupo militar APT38. De acordo com as investigações, o esquema de empregos remotos enganou mais de 136 companhias, resultou em mais de US$ 2,2 milhões enviados ao regime norte-coreano e comprometeu as identidades de mais de 18 cidadãos nos EUA.

Em um dos casos, três cidadãos americanos — Audricus Phagnasay, Jason Salazar e Alexander Paul Travis — admitiram ter participado de uma conspiração para fraude eletrônica ao ajudar trabalhadores estrangeiros a conseguir empregos remotos usando identidades roubadas ou indevidas, além de hospedar laptops corporativos em suas residências para simular que o trabalho era executado em solo americano.

Além disso, em Washington, o ucraniano Oleksandr Didenko se declarou culpado por vender identidades de americanos a trabalhadores de TI, inclusive norte-coreanos, permitindo que eles conseguissem posições em cerca de 40 empresas. Já na Flórida, o norte-americano Erick Ntekereze Prince reconheceu ter operado um negócio que conectava empresas dos EUA a trabalhadores que usavam identidades falsas — sabendo que muitos atuavam de fora do país — e hospedava dispositivos das vítimas para reforçar a farsa.

O DOJ também moveu ações civis para recuperar mais de US$ 15 milhões na stablecoin USDT vinculados a roubos de criptomoedas atribuídos à Coreia do Norte. Os ataques citados incluem invasões a processadores de pagamento na Estônia e no Panamá, além de exchanges no Panamá e nas Seychelles, com prejuízos individuais que variaram de dezenas a mais de cem milhões de dólares.

Segundo o Departamento de Justiça, as medidas fazem parte da iniciativa DPRK RevGen, um esforço conjunto com o FBI para desarticular não apenas os operadores norte-coreanos, mas também os facilitadores domésticos que tornam esses esquemas possíveis. O órgão reforça que empresas americanas precisam fortalecer processos de verificação de identidade, especialmente em modelos de trabalho remoto, já que o regime norte-coreano tem explorado brechas operacionais e tecnológicas para financiar suas atividades ilícitas.

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