Skip to main content
Notícias

A Creator Economy depois do hype

By dezembro 9th, 2025No Comments
Creator economy | Foto: Canva
Creator economy | Foto: Canva

*Marco Sinatura, Chief Strategy & Innovation Officer na IDTBWA

A Creator Economy vive um momento decisivo. O investimento em influência cresceu 61% no Brasil nos últimos três anos, mas os desafios estruturais permanecem: metade dos marketeiros ainda não consegue medir ROI, a eficiência é questionada e a profissionalização avança devagar. Crescemos em escala, mas ainda precisamos crescer em maturidade.

As marcas aprenderam a incluir creators em suas estratégias, mas poucas conseguiram transformar influência em motor de negócio. O salto que falta é integrar cultura, dados e tecnologia, não tratar criadores como um canal de mídia, mas como parceiros de crescimento.

O avanço de Retail Media e Live Commerce reforça essa mudança. Quando os creators conectam desejo, experiência e conversão no mesmo ambiente, a influência deixa de ser sobre “atenção” e passa a ser sobre resultado. IA generativa, testes em tempo real e personalização ampliam esse potencial, desde que não transformem a estética do conteúdo em algo genérico. O algoritmo pode até otimizar; autenticidade, não.

Outro ponto crítico é a erosão da confiança. Com deepfakes e manipulações digitais, a reputação se torna um ativo ainda mais frágil. As diretrizes recentes da Meta ajudam, mas não resolvem. Marcas e creators precisarão investir em verificações, protocolos e, sobretudo, coerência, que ainda é a camada mais difícil de falsificar.

Também observamos um movimento claro de descentralização. Criadores começam a equilibrar presença em plataformas massivas com espaços proprietários, newsletters, podcasts, comunidades. Isso reduz a dependência dos algoritmos e fortalece laços mais profundos com audiências. A próxima fase da Creator Economy será híbrida: escala de um lado, vínculo do outro.

Há ainda um tema urgente: saúde mental. A pressão por produção constante, somada à imprevisibilidade das plataformas, tem custado caro. Relações mais longas, previsibilidade financeira e métricas mais humanas devem nortear o amadurecimento do setor.

O Brasil, pela sua vocação criativa, tem tudo para ocupar um papel global relevante nesse novo ciclo. Mas, para isso, precisamos avançar em método, ética, tecnologia e profissionalização.

A Creator Economy vai sobreviver ao hype. Para prosperar, porém, ela terá que entregar algo que nenhuma plataforma consegue simular: confiança. No fim, influência nunca foi sobre alcance, sempre foi sobre impacto.

O post A Creator Economy depois do hype apareceu primeiro em Startups.

Close Menu

Wow look at this!

This is an optional, highly
customizable off canvas area.

About Salient

The Castle
Unit 345
2500 Castle Dr
Manhattan, NY

T: +216 (0)40 3629 4753
E: hello@themenectar.com