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Mão robótica estendida em direção a uma mão humana, ambas posicionadas frente a frente. Entre elas, aparece uma interface digital holográfica com ícones interligados e o texto “Data Driven”, simbolizando integração entre inteligência artificial, análise de dados e tomada de decisões tecnológicas em um ambiente futurista. (inteligência analítica)

A forma como as empresas decidem já não é mais a mesma. A inteligência analítica evoluiu e, com ela, surgiu uma nova fronteira: não basta predizer o futuro, é preciso saber qual decisão tomar diante dele.

Durante anos, modelos preditivos e técnicas de machine learning foram o centro da estratégia analítica das organizações. Eles seguem sendo fundamentais, claro, mas hoje representam apenas a primeira etapa. O grande desafio moderno é transformar predições em ações inteligentes, rentáveis e consistentes.

É aqui que entra a otimização de estratégias de decisão, um conjunto de métodos matemáticos que combina machine learning, algoritmos avançados e simulação de cenários para recomendar, de forma precisa, o que fazer a seguir.

Essa abordagem traz escala, velocidade e clareza estratégica. Empresas passam a capturar mais valor, seja aumentando margens, crescendo receita, reduzindo riscos ou cortando custos — muitas vezes tudo ao mesmo tempo.

O setor financeiro é, talvez, o caso mais ilustrativo dessa transformação, que torna decisões sobre limites, taxas de juros e ofertas muito mais eficientes. Por exemplo, pensando em limites de cartões de crédito. Predizer a probabilidade de inadimplência é importante, mas insuficiente. A pergunta chave é outra: qual é o limite ideal, para cada cliente, naquele momento?

A otimização responde a essa e outras perguntas, cruzando metas de rentabilidade, risco individual e da carteira, diretrizes regulatórias, níveis de exposição e apetite a risco, e o resultado são decisões consistentes, personalizadas, escaláveis e mais rentáveis.

E os números comprovam o impacto. O HSBC (Reino Unido) obteve 15% de aumento de gastos no portfólio de cartões de crédito sem elevar o risco. Da mesma forma, o Akbank (Turquia) alcançou 59% de aumento nos valores de limites de crédito, mantendo os níveis de exposição a risco da carteira.

A lógica é a mesma em empréstimos pessoais, financiamentos de carros ou imóveis. Os modelos preditivos estimam risco e elasticidade, equilibrando risco e recompensa. A otimização define a taxa de juros perfeita: alta o suficiente para gerar retorno, competitiva o bastante para não perder clientes. O Ceska Bank, um banco pertencente ao Erste Group, do Leste Europeu, elevou em 26% o lucro das operações de empréstimos pessoais, mantendo controlado os níveis de risco e a participação de mercado, enquanto um banco regional americano incrementou em 15% o valor da margem financeira ao substituir a estratégia anterior por modelos de otimização.

Marketing e cobrança: a arte de fazer mais com menos

Marketing e cobrança vivem de boas escolhas: para quem falar, quando falar e como falar. A otimização transforma essas escolhas em ciência. No marketing, ela ajuda a responder quem recebe qual oferta, qual o canal mais eficiente e o momento com maior propensão à conversão. Tudo isso considerando restrições reais: limite de contatos, orçamento da campanha, saturação do cliente. Na cobrança, o raciocínio é semelhante.

Leia mais: Assistente com IA generativa do Inter alcança 2 milhões de interações mensais

A otimização determina o caminho mais eficiente para recuperar crédito, equilibrando custo da ação e probabilidade de sucesso. Um banco no Caribe conseguiu reduzir 30% dos custos de cobrança, mantendo a recuperação de crédito intacta. Esse exemplo mostra que é possível aumentar receita e cortar gastos simultaneamente.

Aviação: eficiência que faz a diferença no alto e no solo

Poucos setores dependem tanto de decisões precisas quanto o de aviação, principalmente por conta das apertadas margens de lucro. A otimização está no centro do funcionamento das gigantescas operações de companhias aéreas, considerando que mais eficiência na operação significa voos mais pontuais, custos menores e passageiros mais satisfeitos. Ela apoia a precificação dinâmica para maximizar receita por assento, a alocação de aeronaves e tripulações a fim de reduzir atrasos, a logística de manutenção, definindo o melhor momento para inspeções.

Empresas como American Airlines, Southwest e Air Canada possuem equipes robustas dedicadas exclusivamente à otimização e o impacto é multimilionário. A Southwest, por exemplo, economizou US$ 19 milhões por ano ao otimizar a logística de transporte de combustível e ainda cortou mais US$ 20 milhões anuais ao melhorar seus processos de negociação e renovação de contratos de abastecimento.

A nova maturidade da inteligência analítica

Nesse contexto, é importante destacar que a inteligência artificial generativa (GenAI) é uma aliada, mas não substitui a otimização. A otimização determina matematicamente a melhor ação. A IA generativa ajuda humanos e sistemas a entender, explorar e operacionalizar essas decisões. Ela pode sugerir alternativas, explicar cenários complexos, gerar simulações, documentar políticas, acelerar análises, democratizar decisões sofisticadas. Enquanto a otimização entrega precisão, a GenAI entrega acessibilidade e velocidade.

Se antes a pergunta era “o que vai acontecer?”, hoje a pergunta é “o que devemos fazer?”. Os modelos preditivos mostram possíveis futuros. A otimização diz qual é o melhor caminho. E a IA generativa torna esse processo mais rápido, transparente e humano. Juntas, essas capacidades elevam a tomada de decisão a um novo patamar, mais estratégica, mais rentável, mais sustentável e, sobretudo, mais orientada a impacto real.

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