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Mova Mova capta US$ 3 bi em rodada seed e cresce valuation para R$ 180 mi

A Mova Protocol, startup dona de plataforma de dados de mobilidade urbana, anunciou nessa quarta-feira (10) que concluiu uma rodada de investimento seed de US$ 3 milhões, o que eleva o valor da empresa (valuation) para R$ 180 milhões. O anúncio marca, segundo a própria empresa, a transição da fase de validação de sua tecnologia para o ganho de escala.

A companhia com sede em Canoas, no Rio Grande do Sul, diz ter atualmente mais de três mil usuários cadastrados, e projeta atingir um milhão de usuários até o fim do segundo trimestre de 2026. Possui infraestrutura construída a partir de dados de uso de veículos urbanos para criar relatórios ambientais auditáveis e, no médio e longo prazo, créditos de carbono baseados em informações verificáveis.

Segundo Antônio Farias, diretor de produtos da Mova, o valuation reflete três fatores: o produto tecnológico, o crescimento orgânico e projetado, e o modelo de negócios baseado em verticais “independentes e complementares”.

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“Atualmente, o marketplace automotivo e a integração com eletropostos são o principal motor de receita no curto prazo, com monetização baseada em leads qualificados e revenue share com parceiros de serviços e produtos, além de dados e relatórios para os usuários e empresas com alta margem e baixo custo incremental”, explica.

A expectativa da Mova é aproveitar as oportunidades de negócio criadas por mudanças regulatórias: a partir desse ano, companhias abertas, securitizadoras e fundos de investimento brasileiros terão de reportar informações financeiras relacionadas à sustentabilidade à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Essas exigências ampliam a demanda por dados auditáveis, rastreáveis e baseados em operação real, diz a empresa.

Além disso, há o crescimento de carros elétricos em circulação no País, mas faltam dados de mobilidade relacionados. “A combinação entre pressão regulatória, crise climática e demanda por descarbonização cria um ambiente favorável para plataformas que oferecem dados verificáveis de mobilidade”, diz a Mova, em comunicado.

Segundo Farias, há demanda por dados auditáveis entre organizações que precisam comprovar métricas ambientais e operacionais. “Os setores com maior tração são mobilidade urbana e logística leve, empresas com equipes em campo, energia e eletromobilidade, além de organizações pressionadas por relatórios ESG e escopo 3”, diz.

Como funciona

Na prática, a Mova é doa de um aplicativo gratuito que captura dados de quilometragem e comportamento de condução no celular do usuário. Essas informações são validadas, registradas em blockchain e convertidas em ativos digitais verificáveis. Os motoristas são recompensados conforme utilizam o veículo, enquanto a plataforma comercializa os dados.

Os pontos acumulados podem ser usados no marketplace automotivo para acesso a produtos e serviços de parceiros. No futuro, a expectativa é convertê-los em criptoativos.

Além do marketplace, a operação monetiza dados e relatórios B2B, integração com redes de recarga elétrica e, no médio e longo prazo, planeja gerar relatórios ambientais e emitir créditos de carbono baseados em dados reais de mobilidade. A Mova projeta receita anual de R$ 21 a 24 milhões em escala inicial e de R$ 240 a 270 milhões em um horizonte de cinco anos.

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