Skip to main content
Notícias

Com “open finance” do ensino, Educaopen quer escalar em 2026

By fevereiro 21st, 2026No Comments
Daniel Maia e Daniel Carneiro, sócios da Educaopen | Foto: divulgação
Daniel Maia e Daniel Carneiro, sócios da Educaopen | Foto: divulgação

Fintech por natureza, a Educaopen nasceu originalmente com o plano de aproveitar o open finance para ser uma plataforma de inteligência generalista. Entretanto, às voltas com um mercado competitivo, ela encontrou seu caminho de crescimento em uma vertical específica: a educação – ou melhor, o uso dos dados financeiros abertos para apoiar instituições de ensino para a análise na concessão de bolsas.

“A gente percebeu que estava construindo algo tecnicamente interessante, mas pouco específico. E quando você é pouco específico, você vira facilmente substituível”, resume Daniel Carneiro, um dos fundadores da fintech, em conversa com o Startups.

Fundada em 2023, a startup carioca fundada por Daniel Carneiro e Daniel Maia só começou a se tornar a Educaopenem meados de 2024, a partir de um projeto com o Instituto Salta, ONG focada na concessão de bolsas de estudos a jovens de baixa renda.

Segundo os fundadores, a insight nasceu da prática. Ao conversar com a universidade e outras instituições de ensino interessadas, os fundadores perceberam que havia uma lacuna enorme na concessão de bolsas e descontos. “O processo era pouco estruturado, muitas vezes manual, com baixa previsibilidade financeira e risco elevado de inadimplência”, destaca Daniel Maia.

Pouco tempo depois, a validação veio com a PUC-Rio, que viu na plataforma uma oportunidade de otimizar seu processo de análise na hora de conceder bolsas de estudo a alunos da graduação. Em 2025, cerca de 200 estudantes foram contemplados com bolsas na universidade. Com os ganhos de eficiência trazidos pela nova plataforma, a instituição agora já mira o próximo passo: usar a ferramenta também para estruturar a renegociação de débitos.

Conforme explicam os fundadores, a plataforma Educaopenutiliza dados do open finance para analisar informações como renda, do patrimônio e das despesas familiares, reduzindo etapas operacionais e aumentando a precisão das análises. Com isso, a universidade aprimora sua gestão financeira e direciona recursos de forma mais estratégica e transparente.

“Estamos trazendo mais eficiência e objetividade para um processo historicamente complexo. Em muitos casos, a instituição melhora sua gestão financeira ao conseguir precificar melhor o desconto. Não é sobre dar menos bolsa, é sobre dar bolsa melhor”, diz Maia.

De acordo com os fundadores, mesmo sendo uma solução bastante verticalizada, o mercado endereçável – e os valores movimentados nas concessões de bolsa – é considerável. Segundo dados do Ministério do Planejamento divulgados em 2024, as renúncias fiscais relacionadas a bolsas de estudo passaram dos R$ 8 bilhões.

“Parece um mercado “patinho feio”, que poucas pessoas olham, mas tem muita oportunidade e gera esse valor social muito forte, quando se dá a bolsa para a pessoa ser certa. No fim do dia, somos uma fintech de crédito”, explica Maia, ao falar sobre a proposta de valor da Educaopen.

Crescimento e planos

Segundo os fundadores, a virada para educação trouxe um crescimento consistente. Entre 2024 e 2025, a companhia conseguiu crescer 800%, uma marca que inclusive chamou a atenção de investidores. Em 2025, a Educaopen fez sua primeira captação, levantando uma rodada anjo com investidores estratégicos, incluindo nomes como um dos fundadores da badalada fintech NG.CASH, Antonio Nakad.

Conforme revela Daniel Carneiro, o cheque levantado foi “mais do que o suficiente” para impulsionar o desenvolvimento do produto do modelo de negócio, que hoje já roda com cash flow positivo.

Com a saúde financeira da fintech em dia, o foco dos fundadores agora é aprofundar a presença no setor educacional e expandir geograficamente. A meta para 2026 é ampliar a base de instituições atendidas e sofisticar ainda mais os modelos de decisão.

“Esse ano a gente vai para um crescimento muito acelerado nas instituições de ensino, com foco total na Educaopen. Ela virou o ponto central da nossa tese de negócio”, afirma Maia.

Segundo Daniel Carneiro, se de 2024 para 2025 a Educaopencresceu oito vezes, um número até esperado para startups early stage, o desafio agora é manter esse embalo. “Nossa meta para esse ano é multiplicar por cinco a receita que geramos no ano passado, o que daria cerca de 10% das instituições que recebem algum tipo de benefício por conta do ProUni ou do CEBAS. A gente ainda está só no começo do que dá para fazer com dados no setor educacional”, finaliza o executivo.

O post Com “open finance” do ensino, Educaopen quer escalar em 2026 apareceu primeiro em Startups.

Close Menu

Wow look at this!

This is an optional, highly
customizable off canvas area.

About Salient

The Castle
Unit 345
2500 Castle Dr
Manhattan, NY

T: +216 (0)40 3629 4753
E: hello@themenectar.com