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Mulher sorridente em close, de cabelos lisos e castanhos, usando brincos de pérola e roupa clara. A legenda informa que é Cintia Scovine Barcelos, do Bradesco.

“Tecnologia só faz sentido quando melhora a vida das pessoas.” Com esse mantra, Cíntia Scovine Barcelos, CTO do Bradesco e vencedora do prêmio Executivo de TI do Ano 2025 na categoria Bancos, conduz uma transformação AI First que redefine o sistema financeiro ao unir inovação, ética e impacto.

A estratégia começou pelos alicerces. “Nossa ambição é ser uma empresa AI First, e muito já fizemos nessa direção. Se queremos escalar IA, precisamos de bases sólidas”, afirma. O banco criou a plataforma proprietária Bridge, com ética e segurança nativas, integração com sistemas críticos e reuso como princípios. “A plataforma é a liga entre dados, modelos e jornadas, garantindo governança e velocidade.”

A partir dela, o ecossistema BIA se expandiu em três frentes. A BIA Corporativa apoia mais de 80 mil colaboradores. “Ela tira dúvidas, acelera análises e atua como ‘coach’.” Nas centrais, IA e desenho de jornada reduziram 10% do tempo médio e ampliaram em 50% a capacidade. Na cobrança, o Mentor IA elevou em 18% a produtividade e reduziu 44% das recusas. “Números importam quando aliviam atritos.”

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Já a BIA Clientes tornou-se concierge no app e no WhatsApp. “Hoje, 24 milhões de clientes estão habilitados e temos resolutividade acima de 85% no primeiro nível.” Apenas 15% seguem para um atendente humano — “e, quando seguem, ele conversa com a BIA Corporativa para fechar o ciclo com mais precisão”.

No coração da engenharia, a BIA Tech acelera squads. “Do backlog à produção, a inteligência artificial atua como copiloto.” Os ganhos variam de 37% a 40% em qualidade e velocidade de código. A próxima fronteira envolve multiagentes que interpretam legado, geram código e validam. “Estamos pilotando quatro projetos, detectando 30% de ganho e até 95% de redução no tempo de modelagem.” O impacto projetado em crédito supera R$ 250 milhões.

Papel da sustentabilidade

Essa engenharia não ignora custos nem emissões. “Todo caso de uso nasce com FinOps e metas de eficiência.” Há programas de otimização de data centers e de “desmaterialização” de jornadas: “Menos papéis, menos deslocamentos, mais digital. Inclusão, aqui, não é slogan, é arquitetura.”

A aquisição da Kunumi, em 2024, fortaleceu a frente de multiagentes. Dali surgiu o Renda BRA 5.0, que estima renda com dados tradicionais e alternativos para crédito mais justo. “Se conheço melhor a renda, ofereço condições melhores. É inclusão financeira.”

Nada disso acontece sem governança e pessoas. “Começamos pequenos, em ‘friends & family’, com guardrails, ética e segurança.” Paralelamente, o banco lançou re/upskilling e redesenhou a agilidade organizacional para que negócio e tecnologia decidam juntos. “AI First é automatizar o que pudermos e humanizar o que for essencial.”

*Texto originalmente publicado na Revista IT Forum.

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