Skip to main content

Daniel Bichuetti, co-CEO da Forlex; André Bombonati, head comercial da Amazon Web Services (AWS); e Paulo Pelaez, CEO da Lovel. pesquisa

Durante o Conecta AKCIT*, realizado nos dias 26 e 27 de fevereiro, em Goiânia (GO), o painel “Empreender transforma: venture capital, startups e novas trajetórias” reuniu pesquisadores, estudantes e profissionais interessados em empreendedorismo tecnológico para discutir como a inovação vem redesenhando carreiras e aproximando ciência e mercado.

Participaram da conversa Daniel Bichuetti, co-CEO da Forlex; André Bombonati, head comercial da Amazon Web Services (AWS); e Paulo Pelaez, CEO da Lovel. O debate abordou o papel do investimento em empresas emergentes, os desafios da criação de novos negócios e as oportunidades para quem decide levar conhecimento científico além do ambiente acadêmico.

Da pesquisa à aplicação prática

A aproximação entre ciência e mercado aparece como um dos principais movimentos discutidos no painel. Para Daniel Bichuetti, pesquisadores sempre tiveram vocação para desenvolver soluções, mas durante muito tempo a produção acadêmica permaneceu distante das demandas práticas.

Ao relembrar sua própria trajetória, o executivo afirma que a decisão de empreender nasce justamente dessa necessidade de aplicação concreta do conhecimento. “Todo pesquisador, no fundo, constrói algo. A academia sempre focou mais na teoria, que demorava para chegar ao mercado. Hoje esse caminho está mais curto”, afirma.

A criação da Forlex surge nesse contexto, a partir do uso de inteligência artificial para enfrentar gargalos do sistema jurídico. Segundo Bichuetti, o empreendedorismo ganha força quando o conhecimento técnico encontra um problema real. “Quando você conecta pesquisa com uma dor do mercado, ali nasce a semente do empreendimento”, diz.

Ele também destaca que projetos altamente técnicos ainda enfrentam resistência inicial de investidores, sobretudo fora dos grandes centros, o que exige persistência dos fundadores. “Para cada cem ‘nãos’, você recebe dois ‘sins’. A vida do empreendedor é aprender a continuar mesmo assim”, relata.

Leia também: Tron, Matrix e a nova era da inteligência artificial

Empreender como mudança de trajetória

A dimensão pessoal do empreendedorismo aparece na fala de Paulo Pelaez, que compartilha uma trajetória profissional iniciada ainda na infância, em Belém (PA), antes de construir carreira em tecnologia e fundar sua empresa.

Ao falar ao público formado majoritariamente por estudantes e pesquisadores, Pelaez descreve o empreendedorismo como um processo marcado por incertezas e adaptação constante. “A jornada empreendedora não é linear. Ela é cheia de curvas, picos e vales”, afirma.

Segundo ele, a decisão de deixar posições estáveis para criar um negócio próprio esteve ligada à busca por propósito e autonomia. “Eu olhava para o futuro e pensava que não queria aquela vida dali a cinco anos. Empreender foi a forma de mudar minha realidade e a da minha família”, diz.

O executivo ressalta ainda que muitos empreendedores começam sem investimento externo e precisam validar o negócio diretamente com clientes. “Antes de pensar em investimento, é preciso entender como o negócio se sustenta sozinho”, afirma.

O papel do investimento e do ecossistema

Representando a perspectiva das grandes empresas de tecnologia, André Bombonati destacou que o apoio a empresas em estágio inicial envolve mais do que infraestrutura tecnológica. O principal papel, segundo ele, é atuar como parceiro estratégico no desenvolvimento dos negócios.

Ao comentar a diversidade de trajetórias empreendedoras, Bombonati afirma que não há modelo único de sucesso. “Não existe receita pronta para empreender. Cada pessoa começa por motivos diferentes e com objetivos diferentes”, explica.

Nesse processo, a escuta ativa aparece como elemento central para apoiar empreendedores em diferentes momentos de maturidade. “A tecnologia é apenas uma parte. O mais importante é entender o problema e ajudar o negócio a crescer”, afirma.

Caminhos além do laboratório

Ao final do painel, os participantes convergem na ideia de que o empreendedorismo tecnológico se consolida como alternativa profissional cada vez mais concreta para pesquisadores e profissionais técnicos.

A inovação deixa de representar uma ruptura com a ciência e passa a ser entendida como extensão natural da pesquisa, capaz de ampliar o impacto social e econômico do conhecimento produzido nas universidades.

Iniciativas como o Conecta AKCIT evidenciam um movimento crescente de aproximação entre academia, mercado e investimento, abrindo novas possibilidades de carreira para quem decide transformar pesquisa em solução prática.

*A jornalista viajou a convite da instituição

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!

Close Menu

Wow look at this!

This is an optional, highly
customizable off canvas area.

About Salient

The Castle
Unit 345
2500 Castle Dr
Manhattan, NY

T: +216 (0)40 3629 4753
E: hello@themenectar.com