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Data-driven: O que Rock in Rio e Eletromidia têm a ensinar sobre inovação?

By novembro 19th, 2025No Comments
Painel'O dado como protagonista da Mídia & Entretenimento', apresentado por Luis Justo, CEO do Rock in Rio, e Alexandre Guerrero, CEO da Eletromidia
Painel ‘O dado como protagonista da Mídia & Entretenimento’, apresentado por Luis Justo, CEO do Rock in Rio, e Alexandre Guerrero, CEO da Eletromidia (Imagem: Startups/Giulia Frazão)

O que acontece quando festivais gigantes e o ambiente urbano passam a ser tratados como verdadeiras máquinas de dados? Foi essa a provocação que guiou o painel ‘O dado como protagonista da Mídia & Entretenimento’, realizado nesta terça-feira (18) durante a 1ª edição do Zoox Data Revolution. No encontro, Rock in Rio e Eletromidia detalharam como utilizam milhões de interações para orientar decisões e aprimorar experiências.

Com o microfone em mãos, Luis Justo, CEO da Rock World(responsável pelo Rock in Rio), explicou como o festival carioca deixou de ser apenas um evento pontual para se transformar em uma plataforma contínua de dados e conteúdo, capaz de gerar inteligência tanto para o próprio negócio quanto para marcas parceiras. Ele relembrou que a primeira edição, em 1985, aconteceu muito antes da era dos dados, quando tudo era anotado com papel e caneta – razão pela qual não existem registros estruturados daquela estreia.

Com o tempo, a organização passou a enxergar o evento como uma fonte valiosa de informação: cada palco, parceria e ativação com marcas gerava dados sobre comportamento, interesses e engajamento do público. Ao serem integrados ao conhecimento das próprias marcas, esses dados ampliavam a compreensão sobre os consumidores.

De acordo com o CEO, o que antes era apenas “os dias de festival” hoje ganha forma em diferentes formatos: minisséries, webséries, talks e produções em parceria com plataformas como o TikTok. Só essas iniciativas digitais alcançam cerca de 250 milhões de impressões fora do período do evento, retroalimentando o ecossistema do Rock in Rio com novos dados sobre comportamento e engajamento.

O “ponto de virada”, no entanto, só veio após uma provocação de Rafael de Albuquerque, CEO da Zoox, que incentivou a organização a olhar para seus dados de forma estruturada. A partir daí, o festival passou a transformar informações dispersas em conhecimento aplicado.

“Esse conhecimento nos mostrou que não é se trata apenas de uma plataforma de dados, mas de como ela nos trouxe a possibilidade de sermos, de fato, uma plataforma de inovação. Hoje, conseguimos organizar todos os nossos pontos de contato – de onde vêm os conteúdos, das relações diretas nos canais oficiais do festival e também de todos os canais externos – e enriquecer esses dados a partir de cada interação”, apontou Luis.

Alexandre Guerrero, CEO da Eletromidia, detalhou como a companhia usa tecnologia e ativações espalhadas pela cidade de São Paulo para entender o público em tempo real e criar jornadas antes, durante e depois dos eventos.

Segundo ele, grandes festivais começam a transformar as cidades muito antes da data oficial – e foi justamente dessa percepção que nasceu o EletroLAB, laboratório criado em parceria com o Grupo Dreamers. Com a iniciativa, a Eletromidia passou a antecipar ativações, experiências e coleta de dados, ocupando ruas, estações de metrô, shoppings e outros pontos estratégicos.

Essa atuação gera novos pontos de contato – como meeting points, trens temáticos e estações exclusivas -, transformando o evento em algo mais “elástico”, com oportunidades de engajamento que começam semanas antes e se estendem muito além do encerramento.

Para ilustrar esse movimento, Alexandre citou uma ação feita no GP de Fórmula 1, na qual a Eletromidia, em parceria com a Senna Brands, criou o “42º capacete de Ayrton Senna”. A peça foi exibida em locais públicos não apenas como homenagem, mas como ferramenta de interação e captura de dados dos fãs.

No mês passado, na Avenida Paulista, a exposição das bolas das últimas Copas contou com reconhecimento de público via celular e distribuiu cupons que continuaram alimentando a jornada com a Adidas. “Mais do que a experiência, a inovação e o que isso reverbera nas redes sociais, essas pessoas vão ser as primeiras a receber o cupom de desconto para a próxima bola da Copa do Mundo”, destacou.

O Zoox Data Revolution é promovido pela Zoox Smart Data, AI-datatech especializada em data science, analytics e inteligência artificial. Realizado em São Paulo, o evento foi concebido como um fórum estratégico que conecta decisões de alto impacto sobre dados, IA e cibersegurança às lideranças responsáveis por moldar o futuro dos negócios no país.

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