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Data center verde, RT One, renovável

Na Futurecom, que acontece nesta semana em São Paulo, a pauta de sustentabilidade encontrou seu ponto de ancoragem nos data centers. O painel Tendências ICT reuniu especialistas para discutir como tecnologia e matriz energética limpa podem caminhar juntas para garantir crescimento econômico e preservação ambiental.

Otavio Chase, membro do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), apontou que o Brasil já gera mais de 103 mil MW de energia hídrica por ano, com projeção de chegar a 172 mil MW. Somada à expansão da energia solar, que deve alcançar 132 mil MW até 2030, essa matriz limpa cria condições únicas para suportar o crescimento da infraestrutura digital e dos data centers.

A aposta está no uso de tecnologias de armazenamento (BESS) para lidar com a intermitência da geração solar e oferecer energia em horários de pico. Isso não só fortalece o setor agrícola e industrial, mas também pavimenta o caminho para uma indústria tecnológica nacional mais competitiva, capaz de dobrar o Produto Interno Bruno (PIB) brasileiro até 2050.
Chase fez em sua fala uma conexão direta entre inteligência artificial (IA) e sustentabilidade. “Enquanto uma busca no Google consome 0,3 watts, um prompt em modelos de IA chega a 3 watts, dez vezes mais. O futuro da IA só é viável com data centers sustentáveis integrados a sistemas de energia renovável.”

Para ele, data centers verdes não são apenas uma tendência, mas condição estratégica para a digitalização responsável. O Brasil, com sua matriz elétrica predominantemente renovável, surge como protagonista global. Ao unir bioeconomia, indústria 4.0 e inovação energética, o país pode liderar a construção de uma infraestrutura digital que respeite limites ambientais e gere prosperidade econômica

Bioeconomia nacional

Tereza Carvalho, membro do IEEE, destacou a bioeconomia da Amazônia como exemplo de inovação sustentável. Projetos como a cadeia do cacau e cupuaçu utilizam internet das coisas (IoT) e rastreabilidade digital para gerar valor à biodiversidade e garantir renda às comunidades locais.

“Se as pessoas ganham com a floresta em pé, elas se tornam as maiores defensoras da preservação”, afirmou. Outro destaque foi a criação de um biobanco da Amazônia, baseado em blockchain, que permite monetizar amostras de DNA para indústrias farmacêuticas e de cosméticos, com repartição justa dos ganhos.

Para Vanessa Schramm, professora associada da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a indústria 4.0 está no centro da equação. Tecnologias digitais aplicadas à gestão de energia tornam processos produtivos mais eficientes, reduzem resíduos e ampliam o impacto da transformação digital sustentável. “O desafio é usar a inovação para transformar organizações e, ao mesmo tempo, reduzir a pegada ambiental da tecnologia”, ressaltou.

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