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Pessoa vestida com jaleco branco e estetoscópio, presumivelmente um profissional de saúde, utiliza um laptop. Na tela, há um símbolo de “AI” (inteligência artificial) com circuitos ao redor. Projetados no ar à frente do computador, aparecem hologramas de exames médicos digitais com imagens do corpo humano, incluindo sistemas muscular e esquelético, acompanhados de gráficos e indicadores. A cena transmite o uso de inteligência artificial na medicina, com foco em tecnologia avançada para diagnóstico ou análise clínica. (saúde, google)

Depois de revolucionar a biologia com o AlphaFold, o Google avança mais uma casa com o lançamento do AlphaGenome, modelo de inteligência artificial (IA) que promete ajudar cientistas a entender os impactos de pequenas variações no DNA humano.

Segundo reportagem da MIT Technology Review, a ferramenta é capaz de prever como alterações genéticas afetam a atividade dos genes, uma tarefa que antes exigia experimentos demorados em laboratório.

Para Pushmeet Kohli, vice-presidente de pesquisa do Google DeepMind, o modelo representa um marco. “Pela primeira vez, criamos um sistema único que integra vários desafios relacionados à compreensão do genoma”, afirmou.

A IA foi treinada com grandes volumes de dados públicos de pesquisas científicas e baseia-se na mesma arquitetura “transformer” que sustenta modelos como o GPT-4. O AlphaGenome não foi desenhado para análises individuais, como aquelas oferecidas por serviços do tipo 23andMe, mas sim para interpretar com profundidade o comportamento molecular do DNA, especialmente em contextos clínicos e laboratoriais.

Leia também: O dilema dos dados: por que 30% dos projetos de IA falham antes mesmo de decolar

Diagnóstico mais rápido e novos caminhos para a medicina

Segundo Caleb Lareau, biólogo computacional do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, que teve acesso antecipado ao AlphaGenome, a IA pode acelerar a triagem de mutações genéticas ligadas a doenças como Alzheimer ou câncer. “Você tem uma lista de variantes genéticas, mas quer saber quais realmente afetam algo. Essa ferramenta nos dá uma primeira resposta muito poderosa”, comentou.

A ferramenta pode ser especialmente útil em casos complexos e pouco estudados, como pacientes com cânceres raros ou doenças genéticas sem diagnóstico. Em entrevista à MIT Technology Review, o professor Julien Gagneur, da Universidade Técnica de Munique, destacou que mutações que ativam genes errados são comuns nesses cenários e que o AlphaGenome pode ajudar a identificar os culpados.

Além disso, há perspectivas ambiciosas no horizonte. O CEO da DeepMind, Demis Hassabis, mencionou o desejo de um dia simular uma célula inteira em ambiente virtual. Kohli diz que o AlphaGenome não chega lá ainda, mas que já ilumina a “semântica mais ampla do DNA”.

A ferramenta será gratuita para uso não comercial, e o Google estuda modelos para liberar seu uso por empresas de biotecnologia. O objetivo é tornar o genoma tão legível quanto um código de programação e usar a IA para reescrever, entender e curar.

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