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Healthtech capta R$ 10M para detectar câncer de mama com IA

By fevereiro 14th, 2026No Comments
Dispositivo Linda
Dispositivo Linda (Imagem: Divulgação/Linda)

A healthtech Linda anunciou a captação de R$ 10 milhões em uma rodada seed liderada pela SkyRiver Ventures, fundo de venture capital com sede em Boston. O aporte marca a primeira rodada institucional da startup, que passa a ser avaliada em cerca de US$ 5 milhões pós-money. A empresa utiliza inteligência artificial e imagens infravermelhas para identificar precocemente sinais de alerta para o câncer de mama.

Fundada em 2019 por brasileiros e hoje com sede em Toronto, no Canadá, a Linda vinha operando até então com recursos próprios e aportes de family and friends, além de rodadas bridge realizadas entre 2023 e 2025 com investidores do Canadá e dos Estados Unidos. Com o novo cheque, a empresa pretende acelerar sua expansão para a América do Norte, avançar nos processos regulatórios internacionais e ampliar estudos clínicos, incluindo uma parceria com o centro de pesquisa Princess Margaret Cancer Centre.

De acordo com Rubens Mendrone, CEO e fundador da Linda, a decisão de internacionalizar a operação foi determinante para o momento atual da companhia. Após enfrentar dificuldades de capitalização no Brasil durante a pandemia de Covid-19, especialmente entre 2020 a 2021, a Linda transferiu sua matriz para o Canadá em 2023, movimento que, segundo ele, reposicionou estrategicamente o negócio.

“Hoje, estamos em uma posição que eu gostaria de estar desde 2021. Eu gostaria de ter conseguido atingir esse nível de tração lá atrás, mas está tudo bem, foi o que tinha que ser, hoje estamos na melhor fase que a gente jamais esteve”, reflete o executivo.

Atualmente, a sede administrativa e o desenvolvimento de inteligência artificial da Linda estão concentrados no Canadá, enquanto o Brasil atua como base comercial e de clientes — único país onde a startup já possui aprovação regulatória. A partir dessa estrutura binacional, a empresa mira agora novos mercados: além da consolidação na América do Norte, a healthtech já iniciou seu primeiro projeto na Suíça e planeja, no futuro, expandir sua presença também na Europa.

Da dor pessoal à tecnologia aplicada

Ainda de acordo com o CEO, a Linda nasceu de uma motivação pessoal. Isso porque tanto ele quanto seu ex-sócio tiveram experiências familiares marcadas pelo diagnóstico tardio do câncer de mama — um problema recorrente não apenas no Brasil, mas em diversos países.

A partir dessa dor, os fundadores passaram entre 2017 a 2019 mergulhados no entendimento do sistema de saúde, conversando com médicos, pacientes, gestores públicos e associações para mapear onde estavam os gargalos. A constatação foi que muitas mulheres ainda descobrem a doença em estágio avançado, quando as chances de tratamento bem-sucedido são menores.

Tecnologia utiliza imagens infravermelhas para mapear padrões térmicos da mama, que são analisados por inteligência artificial e auxiliam médicos na identificação de possíveis alterações (Imagem: Divulgação/Linda)

Hoje, a startup opera como uma plataforma de apoio ao diagnóstico precoce, utilizando um dispositivo próprio que capta imagens infravermelhas da mama e as analisa por meio de inteligência artificial. O sistema não fornece diagnóstico fechado de câncer, mas identifica padrões térmicos suspeitos que indicam a necessidade de exames complementares. A proposta é atuar como exame adjunto à mamografia.

“O Linda vem para complementar a jornada diagnóstica da paciente, especialmente em áreas onde a mamografia não está disponível. No Brasil, estamos falando sobre 80% dos municípios brasileiros não terem cobertura de mamógrafos, ou onde a mamografia disponível não é suficiente para atender a demanda populacional. Então, o Linda vem exatamente para atender esse gargalo do sistema de saúde”, explica Rubens.

Disponível atualmente apenas no Brasil, a tecnologia já atende aproximadamente 4 milhões de mulheres nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Pernambuco, através de clínicas privadas, hospitais públicos, convênios médicos e até redes de farmácia, como o Grupo DPSP (que reúne Drogaria São Paulo e Drogarias Pacheco) e Rede Pró-Vida (Rio Grande do Sul). “Eu defendo que não existe um problema hoje que a tecnologia não seja capaz ou de resolver ou de contribuir muito para que ele torne um problema menor”, finaliza o CEO.

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