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Entre as principais plataformas corporativas de inteligência artificial (IA) generativa disponíveis no mercado, o Microsoft Copilot é o mais utilizado por médias e grandes empresas brasileiras. É o que revela a 36ª edição da pesquisa anual sobre o Mercado Brasileiro de TI e Uso nas Empresas, divulgada nesta quinta-feira (26) pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada (FGVcia), da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas.

Esta foi a primeira vez que o estudo contou com massa crítica suficiente para quantificar a participação de programas de IA no país. A solução da Microsoft alcançou 40% de representatividade; o ChatGPT, da OpenAI, 32%; e o Google Gemini, 20%. “Outros” somam 8%.

Segundo Fernando Meirelles, professor e coordenador da pesquisa do FGVcia, o fenômeno é semelhante ao de outros segmentos da área de TI, nos quais a força da marca Microsoft impulsiona a adoção de suas ferramentas. Outro exemplo apontado pelo levantamento é o Microsoft Teams, que detém 48% do mercado nesta edição e deve, em breve, ultrapassar a metade de participação. O Zoom, que já liderou o setor, conta atualmente com 28%, enquanto o Google Meet possui 22%. “O ambiente Office e Windows impulsiona qualquer software da Microsoft”, comentou.

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O coordenador do estudo ressalta, contudo, que apesar do crescimento na adoção, a incorporação de IA generativa por empresas nacionais ainda é limitada. Os dados mostram que, embora 80% afirmem utilizar essas tecnologias, 75% das companhias relataram fazê-lo de forma muito restrita. As aplicações mais recorrentes incluem chatbots, aprendizado de máquina e reconhecimento biométrico.

“Na minha opinião, a principal barreira para o uso da inteligência artificial é a escassez de profissionais qualificados. É uma questão técnica. Há o uso pontual do ChatGPT ou do Copilot, mas as empresas ainda estão engatinhando porque não têm pessoal capacitado”, avaliou.

O professor acrescenta que os principais projetos de TI nas organizações brasileiras continuam focados em “inteligência artificial integrada à inteligência analítica (Analytics), transformação digital e implementação do novo ERP”, com ênfase no alinhamento estratégico.

O segmento de programas de Inteligência Analítica (BI – Business Intelligence and Analytics) segue como uma das categorias de maior destaque e lucratividade para os desenvolvedores, conforme destaca o estudo. A Microsoft lidera com 28% de participação, seguida por SAP (21%) e Qlik (18%), com Oracle, Totvs e IBM logo atrás. Juntas, essas seis empresas concentram 93% do mercado. Apesar do vasto arsenal de ferramentas modernas, 90% do uso de Inteligência Analítica nos departamentos financeiros ainda é feito por meio do Excel.

Empresas avançam em investimentos em TI

Os gastos e investimentos em tecnologia da informação continuam em expansão, tanto em valor quanto em maturidade e relevância para os negócios, revelou também a pesquisa. Atualmente, os investimentos em TI correspondem, em média, a 10% do faturamento de médias e grandes empresas.

O levantamento voltou a avaliar o Custo Anual de TI por Usuário (CAPU). Neste ano, o valor médio foi de R$ 60 mil – montante que corresponde à soma dos gastos e investimentos em TI no ano anterior, dividida pelo número de usuários nas empresas avaliadas.

A expectativa é que o CAPU chegue a R$ 75 mil por usuário nos próximos dois anos, dependendo do cenário macroeconômico. Os bancos continuam sendo os líderes do índice. Considerando apenas esse setor, o custo por usuário é de R$ 162 mil.

O Brasil conta com 502 milhões de dispositivos digitais (computadores, notebooks, tablets e smartphones) em uso – tanto no âmbito corporativo quanto doméstico. Em junho deste ano, foram registrados 2,4 dispositivos digitais por habitante.

A pesquisa indica ainda que há 1,3 smartphone por pessoa, totalizando 272 milhões de celulares inteligentes em operação no país. Somando notebooks e tablets, são 460 milhões de aparelhos portáteis, ou 2,2 por habitante. No Brasil, para cada aparelho de TV, são vendidos 2,2 celulares.

No que se refere a computadores, o país possui 230 milhões de unidades (entre desktops, notebooks e tablets) em uso, o que equivale a 1,1 computador por habitante (108% per capita). As vendas em 2024 cresceram 5%, com 12,6 milhões de unidades comercializadas. A previsão é de um crescimento ainda maior em 2025, com aumento na proporção de notebooks.

Desde 1988, o FGVcia publica anualmente um panorama do mercado de Tecnologia da Informação (TI) no Brasil. Nesta edição, participaram 2.672 médias e grandes empresas.

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