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Minha Escola quer virar banco digital e vai lançar seguros em 2026

By outubro 27th, 2025No Comments
Vinícius Nunes, cofundador e diretor executivo da Minha Escola, apresentando seu projeto na Serasa | Foto: Divulgação
Vinícius Nunes, cofundador e diretor executivo da Minha Escola, apresentando seu projeto na Serasa | Foto: Divulgação

A Minha Escola, criada inicialmente para ser uma plataforma de gestão para escolas, está se preparando para virar o primeiro banco digital focado em instituições de ensino. Após participar do programa de aceleração Impulsiona Startups, da Serasa Experian, a empresa triplicou sua capacidade de crédito, atingindo R$ 1,8 bilhão em concessões e preparando o terreno para lançar seguros educacionais em 2026.

Fundada em 2019, a ideia para a Minha Escola surgiu quando o fundador, Vinícius Nunes, percebeu que a comunicação entre escolas e famílias ainda dependia de agendas de papel. O que nasceu como um sistema de mensagens e controle de matrículas acabou evoluindo para uma plataforma financeira completa, que automatiza a emissão de boletos, notas fiscais e cobranças.

O ponto de virada veio quando a startup identificou que o principal desafio das escolas de pequeno e médio porte não era pedagógico, mas financeiro. Muitas enfrentavam altas taxas de inadimplência, impactando sua sustentabilidade. A empresa desenvolveu um módulo de pagamentos que reduziu drasticamente os atrasos, permitindo às diretoras focar no que mais importava: a gestão educacional.

Com base nesse histórico de dados de pagamento, a fintech passou a oferecer crédito com juros reduzidos para as escolas, apoiada por um FDIC parceiro. O modelo funciona de forma semelhante a um consignado, em que o valor das parcelas é descontado diretamente do faturamento das escolas antes do repasse, garantindo baixo risco e maior previsibilidade para o fundo e para a fintech.

Em 2024, após ingressar no programa Impulsiona Startups, a Minha Escola passa a sofisticar seu braço de crédito, criando inclusive um score próprio. Cerca de 70% do score considera fluxo de caixa e pontualidade de pagamentos, enquanto os outros 30% analisam variáveis como número de alunos, engajamento das famílias e frequência escolar. Essa visão híbrida ajudou a empresa a reduzir inadimplência em quase 90%.

“Com a ajuda da Serasa, conseguimos entender que poderíamos melhorar nosso entendimento do crédito e fazer até mesmo uma previsibilidade da inadimplência na escola. Foi aí que começamos a, de fato, fintechizar a Minha Escola“, conta Vinícius Nunes, cofundador e diretor executivo da startup.

A aceleração também abriu caminho para novos produtos. A fintech lançou um assistente virtual com inteligência artificial que permite aos pais renegociarem mensalidades atrasadas diretamente pelo aplicativo, sem precisar conversar com a escola. O sistema oferece opções como parcelamento no cartão ou divisão do valor em novas faturas, o que aumentou a taxa de regularização e reduziu o constrangimento nas negociações.

“Os pais ficam mais confortáveis em fazer essa renegociação, sem ter que se expor com a diretora, com quem normalmente eles têm uma relação próxima. E as regras para essa renegociação são definidas pela própria escola”, explica Vinicius.

A ideia, segundo o fundador, é se tornar o primeiro banco digital focado exclusivamente nas escolas. Para isso, o próximo passo será o lançamento de um seguro, voltado justamente para situações em que os pais tiveram uma perda de renda e estão com dificuldades para arcar com os custos das mensalidades.

“Principalmente em escolas de pequeno e médio porte, a última opção dos pais é deixar de pagar a mensalidade. Ele passou por todo um processo de pesquisar escolas, faz um sacrifício para pagar, e não quer tirar o filho de lá. Então estamos desenvolvendo um seguro para isso. E aí, se o pai perder o emprego, por exemplo, ele cobre até três meses de mensalidade”, conta Vinicius.

Durante o Impulsiona Startups, a Minha Escola também firmou uma parceria com a Yolo Bank, fintech focada em universitários, para integrar transações como Pix, boletos e Bolepix. A ideia é conectar a jornada financeira das famílias desde a educação infantil até a graduação, criando uma rede de soluções que acompanhe o aluno ao longo da vida escolar.

Para Vinicius, o programa da Serasa Experian foi determinante no processo de amadurecimento da startup. Além de mentorias com executivos e acesso gratuito a soluções de dados, a startup recebeu investimento equity free de R$ 150 mil e suporte para escalar o negócio. “Em seis meses, aprendemos o que levaríamos anos para descobrir sozinhos. Foi no Impulsiona que entendemos o potencial de vender nossa tecnologia de crédito para outros ERPs educacionais”, conta.

Com mais de 1,2 milhão de usuários e crescimento de 120% no faturamento após a aceleração, a Minha Escolaviu seu volume de concessão de crédito saltar de R$ 500 milhões para R$ 1,8 bilhão.

Para o fundador, porém, o impacto da fintech vai além dos números. “Quando uma escola de bairro consegue se manter saudável financeiramente, toda a comunidade em torno dela cresce junto. Acreditamos que fortalecer a educação básica é uma das formas mais diretas de transformar o país”, diz.

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