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Charles Nasser Claranet CEO

A Claranet atravessa uma fase de consolidação e expansão de seus negócios no Brasil. Presente no País desde 2016, quando iniciou suas operações no mercado nacional após adquirir a CredibiliT – companhia paulista então especializada em tecnologia de nuvem –, a empresa tem concentrado seus esforços na ampliação do portfólio e no crescimento entre clientes de grande porte.

O movimento é sustentado por um programa de investimentos de R$ 160 milhões em cinco anos, iniciado em 2023. Entre as metas estão a modernização das plataformas de nuvem e a ampliação da oferta de serviços, ambas voltadas a aumentar a capacidade da Claranet de atender empresas com demandas mais complexas.

“Nos últimos dois anos percebemos que não investimos o suficiente, então desenhamos um programa de renovação tecnológica. O resultado é que hoje já temos mais oportunidades de negócios maiores do que tínhamos antes”, conta António Miguel Ferreira, membro do conselho executivo global da Claranet, em entrevista ao IT Forum.

No primeiro trimestre do ano fiscal de 2026, de julho a setembro de 2025, a empresa registrou faturamento de R$ 68 milhões no Brasil. O resultado representa aumento de 66% nas vendas em comparação ao trimestre anterior. A expectativa é crescer acima de 10% ao ano – ritmo que, combinado a pelo menos uma nova aquisição, permitirá à empresa atingir a meta de R$ 500 milhões até 2028.

Para Charles Nasser, fundador e CEO global, o Brasil segue sendo estratégico para o grupo. “Em 2016 vimos que o país era um mercado com muito mais demanda do que a Europa. Fizemos aquisições, consolidamos e continuamos enxergando muito potencial. É um mercado que, de fato, ainda tem muito a crescer em tecnologia”, diz.

O retorno de Daniel Galante ao comando da operação, em maio de 2025, simboliza essa nova etapa. Fundador da CredibiliT, Galante passou os últimos anos em multinacionais do setor e retorna com experiência de gestão em estruturas de maior porte. “Ele voltou muito mais maduro. Antes era 80% empreendedor e 20% gestor, agora está equilibrado. Isso é essencial para estruturar a operação e dar o próximo salto”, observa Nasser.

Para Ferreira, o retorno do executivo à liderança da operação local também fortalece o modelo de governança da Claranet, que privilegia a autonomia regional. “Não somos uma multinacional centralizada. A força está em cada país, com decisões adaptadas ao mercado. É assim que conseguimos responder melhor às necessidades dos clientes”, explica.

Grandes clientes na mira

Para alcançar a ambição de avançar entre contratos de maior porte no Brasil, a Claranet deve apostar na especialização por setor. Áreas como serviços financeiros, varejo, agronegócio e saúde estão no radar. “À medida que crescemos, precisamos entender profundamente cada indústria. Se oferecemos serviços para um banco, temos que compreender o ecossistema bancário. O mesmo vale para saúde e agronegócio”, destaca Ferreira.

A estratégia segue o caminho adotado pela empresa em países como Portugal – onde a operação foi liderada por Ferreira por 20 anos – e onde a verticalização por setores acompanhou o rápido crescimento do negócio. “À medida que crescemos, atraímos clientes maiores, que demandam mais de nós. É um processo de maturidade que vimos acontecer em vários países, e o Brasil não é exceção”, resume Nasser.

Leia mais:Claranet registra alta de 66% em vendas no 1º trimestre fiscal

Embora o foco seja o crescimento orgânico, a empresa não descarta novas aquisições no Brasil. “É preciso paciência. O mercado está cheio de oportunidades, mas só faz sentido adquirir quando há encaixe estratégico”, comenta Ferreira.

O uso de inteligência artificial e automação também influencia a estrutura da empresa. Com cerca de 300 funcionários no Brasil, a expectativa é de expansão moderada do quadro, na ordem de 5% ao ano, já que parte do crescimento se apoia em processos mais eficientes. A mudança, segundo Nasser, não reduz a importância das pessoas, mas exige perfis diferentes.

“Sempre acreditamos que quem trabalha conosco deve estar aqui porque quer fazer parte do projeto, não apenas pelo salário. A automação ajuda, mas a cultura é essencial. E o ambiente atual, em que algumas grandes empresas reduzem equipes, tem facilitado a atração de talentos para nós”, afirma.

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