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Uma pessoa em pé, usando roupas claras e segurando um microfone, faz uma apresentação diante de um pequeno público. Ela está posicionada entre um ambiente externo com vegetação ao fundo e um telão que exibe texto relacionado a capacidades humanas, coerência cultural e experiência humana. O público aparece sentado em primeiro plano, observando a apresentação. (governança)

Dados e governança se tornaram a grande prioridade das empresas que buscam se tornar AI-First. Um estudo recente realizado pela Cisco com 5.200 profissionais de tecnologia e segurança digital mostrou que três em cada quatro organizações no mundo disseram ter um órgão dedicado ao assunto. No entanto, apenas 12% consideram essas estruturas maduras (no Brasil, 20%). A saída para mudar este cenário, de acordo com a CIO da Natura para a América Latina, Renata Marques, pode estar no setor de recursos humanos (RH).

Durante seu painel realizado no último IT Forum Na Mata RH, a executiva falou sobre a oportunidade de protagonismo da área nos próximos anos. Com o acesso à tecnologia crescendo, é o ser humano que ganhará destaque dentro das organizações, assim como a construção da cultura.

“Estamos diante de uma mudança grande da arquitetura do trabalho falando de humanos e digitais. E a governança é ética, é a cultura da empresa, aquilo que vai te diferenciar da concorrência. E quem que vai definir esses limites é o RH, porque ele que conhece as pessoas”, enfatizou.

Leia mais: Experiência da V8.Tech mostra que novo RH exige mudanças na liderança

A mudança será ainda maior a partir da disseminação dos agentes de IA. Segundo Renata, a ferramenta mudará a forma como trabalhamos, entregando muitas decisões nas mãos do algoritmo. “Na era agêntica, tem agente tomando decisões como se fossem humanos. E se quem decide, muda de lugar, o salto não é mais de eficiência, é de autonomia decisória”, afirmou.

Para estar preparado para liderar essa autonomia, a executiva aponta dois caminhos essenciais para o futuro do RH. O primeiro deles é um letramento e aprofundamento maior nas práticas tecnológicas. Formada por uma maioria de profissionais ligados às relações humanas, a área ainda tem dificuldade em, não apenas entender as oportunidades vigentes, como compreender seu funcionamento. O status atual, no entanto, não deve durar muito tempo. Uma pesquisa recente do Gartnerapontou que até 2030, 20% das organizações terão suas áreas de TI e RH consolidadas.

“Vai ser preciso sair da dicotomia exatas ou humanas. Agora, o RH tem que respirar tecnologia, porque só entendendo o que ela está fazendo com o comportamento humano, é que o RH vai poder ajudar a organização a mudar”, afirmou.

Mentalidade de startup na gestão

Segundo o professor e palestrante, Caio Infante, o caminho está em adquirir, dentro das organizações uma mentalidade de startup, realizando mais testes com diferentes tecnologias, escalando seus próprios processos e se aproximando HRTechs para fazê-lo. “São elas que estão desenvolvendo as soluções que agilizam o dia a dia do RH. Acredito que seja essencial que os líderes dessas áreas passem pelo menos uma hora por semana conhecendo esse tipo de empresa”, destacou.

A partir daí, o segundo passo para o futuro do RH, de acordo com a Renata Marques, é olhar para as novas formas de lideranças. Com um modelo de trabalho mais conectado com missões e competências do que cargos, o papel do líder também deve se transformar, pedindo que as equipes de Recursos Humanos saibam tanto treinar este líder quanto orquestrar o quadro de funcionários e de agentes.

“O humano, nesse novo papel precisa de novas formas de aprender e se comunicar. E vejo que o RH está diante da maior oportunidade da história para ser arquiteto dessa mudança”, finalizou.

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