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Doug Storf, CEO da Swap
Doug Storf, CEO da Swap (Imagem: Divulgação)

A Swap, empresa de tecnologia especializada em soluções de Banking as a Service (BaaS), acaba de dar um passo importante rumo à sua própria autonomia. No fim de junho, a companhia recebeu autorização do Banco Central para operar o Pix Direto, sem a necessidade de intermediários.

A mudança ocorre em um momento em que o setor financeiro discute novas medidas de segurança para evitar fraudes. Recentemente, uma falha na infraestrutura da intermediária C&M Software resultou em um ataque cibernético que desviou mais de R$ 1 bilhão de seis instituições financeiras. Mesmo a Swap não utilizando os serviços da C&M, o episódio acende um alerta sobre os riscos de depender de terceiros e reforça a importância de operar com estruturas próprias e diretamente conectadas ao Banco Central.

A mesma Swap de sempre

A autorização para operar como participante direto do Pix foi concedida no dia 25 de junho e, desde então, todos os clientes da Swap já passaram a utilizar a nova estrutura. A mudança, no entanto, é imperceptível para quem usa o serviço: nada muda na interface ou no modo de uso. “É como se fosse mudar ali o motor por baixo do capô, mas o carro continua sendo o mesmo”, compara o CEO da Swap, Douglas Storf.

Ainda de acordo com o executivo, na prática, ao se conectar diretamente à infraestrutura do Banco Central, a Swap elimina intermediários, o que reduz custos operacionais e aumenta a resiliência do sistema.

Apesar de não divulgar valores, Doug Storf afirma que a migração para o Pix Direto teve um investimento relevante em tecnologia ao longo de cerca de um ano e meio, com uma equipe exclusiva e dedicada em garantir a performance desde o primeiro dia de operação. “Do ponto de vista de infraestrutura, tivemos algumas atualizações, mas nossa infraestrutura hoje já é toda em cloud. Então, tem muita flexibilidade para a gente adaptar e criar novos projetos”, aponta.

Com a nova estrutura, o Pix deixa de ser apenas um complemento na oferta da Swap e passa a ser um produto central dentro da plataforma. Agora, o objetivo dafintech é atrair empresas que desejam oferecer contas com Pix integrado, operando diretamente sobre a infraestrutura da fintech.

“Passamos a ter uma nova solução para oferecer ao mercado. Até então, o Pix funcionava muito como produto adjacente, que complementava a oferta que a gente tinha. A partir da nossa implementação, como participante direto do Pix, a gente vai ao mercado oferecer esse produto como produto core da plataforma. Então a gente sai com ele ao mercado como produto praticamente independente”, diz o CEO.

Como a Swap está agora?

A última conversa da Swap com o Startups foi em 2022. De lá para cá, muita coisa mudou. Após levantar uma rodada de US$ 25 milhões em 2021 — que elevou o total captado desde 2019 para US$ 35 milhões —, a fintech se tornou rentável em dezembro de 2023.

Hoje, a Swap atende mais de 70 clientes, entre eles nomes relevantes como Sólides, Grupo Senior, Swile e Onfly, e conta com o apoio de 11 investidores institucionais de peso, sendo eles ABSeed, Canary, Endeavor Scale up, FJ Labs, Flourish, GFC, Hustle Fund, OneVC, Rhombuz VC, SomaCapital e TigerGlobal.

O post Swap mira mais autonomia em nova fase do BaaS no Brasil apareceu primeiro em Startups.

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