
Cerca de seis meses após anunciar sua entrada no mercado brasileiro, a argentina Belo acaba de receber um belo “empurrão” para acelerar sua estratégia. A fintech de contas e pagamentos internacionais levantou um aporte de US$ 14 milhões, em uma série A liderada pela Tether, um dos principais nomes internacionais quando o assunto é stablecoins.
O aporte também traz novos investidores como Titan Fund, assim como nomes que já estavam no captable como Venture City, Mindset Ventures e G2. Com os recursos, o plano é acelerar a entrada em novos mercados como México, Chie, Colômbia, Peru, Bolívia e Paraguai, fortalecendo a visão de infraestrutura de pagamentos no roadmap da fintech.
Segundo o cofundador e CEO Manuel Beaudroit, o Brasil segue firme nessa estratégia, ampliando sua atuação junto a freelancers, trabalhadores remotos e usuários que lidam com dinheiro entre países. Além disso, está nos planos da companhia desenvolver uma solução dedicada a pagamentos B2B, atendendo empresas que lidam com fornecedores ou clientes em outros países da América Latina.
“(Brasil) É um mercado muito grande, que tem seus desafios e nos trouxe muita aprendizagem, montando uma equipe, conhecendo os clientes e ajustando o produto para melhorar a oferta”, afirma Manuel, apontando que a empresa já registra um crescimento de 50% mês a mês na aquisição de novos usuários, operando com fluxo de caixa positivo.
Ainda falando sobre números, Manuel revela que a expectativa até o fim do ano é de fazer do Brasil cerca de 10% a 15% da base total de usuários da Belo – a maior parte ainda está na Argentina. “Isso significaria chegar a meio milhão de usuários no Brasil, e um GMV total de R$ 750 milhões. É uma meta ambiciosa, mas factível”, pontua.
Atualmente, a Belojá conta com cinco pessoas em sua operação brasileira e, com o aporte, está no roadmap trazer novos talentos, especialmente em áreas como marketing e atendimento ao cliente. ” O usuário brasileiro é muito exigente quanto ao serviço que é oferecido. Queremos estar à altura”
Trazendo a Tether
A Belonasceu em 2021 como uma fintech de transações em cripto e blockchain, um mercado onde a conterrânea Ripio fez seu nome. Entretanto, a companhia ajustou seu foco e está evoluindo para uma plataforma de pagamentos globais, conectando usuários latino-americanos a ecossistemas financeiros de outros países.
Contudo, segundo Manuel, ter a Tethercomo investidora mostra como a Belotem se estabelecido como um player de renome na parte de infraestrutura de pagamentos. O modelo da empresa utiliza infraestrutura cripto nos bastidores para simplificar esse processo. O apoio da Tetherindica um movimento mais amplo de expansão de sistemas de pagamento baseados em stablecoins em mercados onde a demanda por ativos atrelados ao dólar permanece forte.
Além disso, a Tethertem investido em sistemas que permitem a movimentação de valor em tempo real entre diferentes mercados e investe em modelos que ampliam esse acesso em regiões onde ele ainda é desigual.
“Ter um parceiro como a Tetherpara o crescimento da empresa é sumamente importante e nos dá uma validação e uma exposição a nível global que poucas empresas têm”, avalia. “Somos uma empresa que cresceu sustentavelmente ao longo de vários anos. Isso foi algo que eles sempre gostaram, além de questões ideológicas e conceituais a respeito de como vemos o futuro das criptomoedas e stablecoins”, completa.
Em conversa com o Startupsno ano passado, Manuel chegou a comentar que não estava nos planos da Belofazer uma nova captação de recursos, já que o caixa da fintech estava há tempos no azul. Perguntado sobre a mudança de ideia para a nova captação, o CEO, como um bom argentino, já partiu para a metáfora futebolística.
“Você pode até dizer que não quer jogar futebol, mas se o Messi chegar em você e perguntar se queres jogar, você não vai jogar? Ter o apoio de uma empresa como a Tetheraumenta automaticamente o preço da companhia e a estatura. Para nós foi estratégico receber esse investimento”, finaliza.
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