
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançaram um edital nesta semana para escolha de uma gestora para o novo fundo de investimento em startups de inteligência artificial. O Fundo de Investimento em Participações (FIP) terá capital mínimo de R$ 160 milhões, podendo chegar a R$ 205 milhões.
Segundo a chamada pública, o objetivo do fundo será investir em startups intensivas em inteligência artificial e que tenham essa tecnologia no core do modelo de negócios e geração de valor, e não apenas como ferramenta acessória ou complementar. O fundo terá duração de 12 anos, sendo o período de investimentos de cinco anos.
A BNDESPar, subsidiária integral do BNDES, deverá aportar, no mínimo, R$ 40 milhões, e, no máximo, R$ 125 milhões no fundo. Já a Finep deverá aportar entre R$ 40 milhões e R$ 80 milhões.
Cada uma das instituições observará o limite de participação de até 25% do capital comprometido total do fundo, que deverá contar com a participação de outros investidores interessados no setor.
Entre os setores estratégicos para o fundo estão cadeias agroindustriais; saúde; infraestrutura, saneamento, mobilidade e logística; transformação digital da indústria; bioeconomia, descarbonização, soluções para o mercado de carbono, transição e
segurança energéticas; e tecnologias de interesse para a soberania e defesa nacionais, cibersegurança e segurança pública.
A diversidade regional também será levada em conta na escolha das startups que receberão os recursos. Do total investido pela Finep, 30% serão direcionados para empresas localizadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Em nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse que a inteligência artificial tem potencial de elevar a produtividade e criar mercados ao se difundir transversalmente por todos os setores da economia, e que o governo tem trabalhado no objetivo de apoiar infraestrutura, formação de talentos e estimular a inovação. A iniciativa está sendo implementada no âmbito de projetos como o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) e Nova Indústria Brasil (NIB).
“O fundo é um importante mecanismo para atingir esse objetivo porque tem potencial de oferta de capital de longo prazo para startups, que em geral, apresentam dificuldade de captação, além de agregar governança e capacidade de acompanhamento compatíveis com projetos baseados em ativos intangíveis, elevados riscos tecnológicos e com forte potencial de escala”, apontou o presidente do BNDES.
Critérios para escolha dos fundos
Entre os fatores que serão considerados para a escolha do fundo estão histórico do gestor, equipe, tese de investimento, captação, custos do fundo, e aderência das companhias alvo ao perfil descrito.
Segundo o edital, serão mais bem pontuadas as propostas de gestores cujas equipes demonstrem experiência prévia em operações de venture e seed capital e em investimentos em atividades relacionadas à cadeia de valor de inteligência artificial.
Outro critério que pode garantir uma pontuação maior é a diversidade em políticas internas e/ou perfil da equipe e dos sócios, como gênero, diversidade de etnia/raça e pessoas com deficiência.
Também será analisado o track record do gestor, seu histórico de desempenho em outros fundos, ativos e encerrados, em termos de agregação de valor aos ativos e retorno financeiro
aos cotistas e/ou investidores.
As propostas devem ser apresentadas até o dia 28 de maio de 2026 por meio do portal do BNDES. A divulgação da classificação final será feita no dia 8 de setembro.
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