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Stephanie Costa, secretária-executiva da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo. Imagem: divulgação

Em um festival que nasceu há 40 anos da música e se transformou em um dos principais radares globais de inovação, tecnologia e criatividade, o Governo do Estado de São Paulo decidiu usar o palco do South by Southwest (SXSW) para algo além de visibilidade institucional: abrir portas para startups brasileiras no mercado internacional.

Por meio do programa SP Global Tech, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) em parceria com a InvestSP, dez startups paulistas foram selecionadas para participar da edição de 2026 do evento, em Austin, nos Estados Unidos. A iniciativa integra a estratégia de internacionalização do ecossistema de inovação paulista, que também se materializa na presença da SP House, espaço dedicado à economia criativa e tecnológica do estado dentro do festival.

As empresas escolhidas representam setores considerados estratégicos para a economia do futuro, de inteligência artificial (IA) e biotecnologia a clima, saúde digital e economia criativa.

“Trazer essas dez startups ao SXSW é uma demonstração concreta da robustez da inovação produzida em São Paulo. São empresas que desenvolvem soluções nas áreas de clima, saúde, inteligência artificial e cidades inteligentes”, afirmou Stephanie Costa, secretária-executiva da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo.

Segundo ela, a participação no evento funciona como uma ponte entre empreendedores brasileiros e o ecossistema global de inovação. “É uma maneira de nossos empreendedores acessarem mercados internacionais, ampliar conexões estratégicas, buscar novos investidores e crescer, levando o nome do nosso Estado para o exterior”, disse.

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Preparação para o mercado global

O SP Global Tech nasce a partir de uma estratégia mais ampla de fortalecimento dos ambientes de inovação do estado. A iniciativa está conectada ao Sistema Paulista de Ambientes de Inovação, que credencia parques tecnológicos, incubadoras, aceleradoras e centros de pesquisa espalhados por São Paulo.

Nesse sistema, cerca de 100 startups passam por capacitação anual, envolvendo mentorias, preparação para pitch, estratégia de expansão e entendimento dos mercados internacionais. A partir desse grupo, são escolhidas empresas para missões internacionais ao longo do ano.

“Essas startups passam por treinamentos específicos sobre como apresentar o negócio, como estruturar a empresa para escalar e como navegar no mercado global”, explicou Stephanie.

De acordo com ela, o processo inclui também mentorias e preparação para interações com investidores e parceiros estratégicos. “Não é apenas a preparação do pitch. A capacitação envolve desde a apresentação da empresa até o conhecimento do mercado onde elas vão atuar”, afirmou. A estratégia tem continuidade após o retorno das missões internacionais, com acompanhamento das startups e monitoramento de resultados.

Da ideia ao mercado

Além da visibilidade internacional, o programa busca enfrentar um desafio recorrente nos ecossistemas de inovação: transformar pesquisa e tecnologia em negócios viáveis.

“Uma grande preocupação da Secretaria é fazer o caminho da ideia para a aplicação prática. O foco é ajudar startups a atravessar o chamado ‘vale da morte’ e levar soluções concretas para a sociedade”, contou ela.

Para o governo paulista, iniciativas como essa também ajudam a posicionar o estado como um hub global de inovação. “Quando viajamos para o exterior, muitas pessoas ainda desconhecem o potencial tecnológico de São Paulo. Essas startups ajudam a mostrar ao mundo o que estamos desenvolvendo”, afirmou.

Startups selecionadas

As dez empresas escolhidas para a missão no SXSW atuam em diferentes áreas tecnológicas:

  • Dana Agro – biotecnologia aplicada ao agronegócio, com desenvolvimento de bioherbicidas sustentáveis
  • Draiven – plataforma de decisão baseada em inteligência artificial para análise de dados em linguagem natural
  • Ecomilhas – solução para gestão e compensação de emissões de carbono em mobilidade corporativa
  • GLR Tech – tecnologia para captura de carbono e redução de emissões industriais
  • iNeeds – soluções de sensoriamento e dados para prevenção de desastres naturais e cidades inteligentes
  • Luckie Tech – monitoramento de crianças em tratamento oncológico com integração entre hardware e software
  • Rain Creators – plataforma SaaS com IA para gestão de criadores de conteúdo e campanhas digitais
  • SPONS – consultech especializada em inteligência de patrocínios e mensuração de impacto em eventos
  • Telavita – plataforma de telemedicina e saúde mental corporativa
  • Vivax – robô portátil para reabilitação neurológica e ortopédica

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