
A Hackone lançou a plataforma de segurança corporativa SecurityOne e o livro Next-Generation SOC & Inteligência Artificial em evento que reuniu executivos e parceiros.
Os lançamentos chegam em um momento em que o Brasil figura como o País mais atacado da América Latina, segundo relatório da Netscout. Para a Hackone, o problema não é falta de investimento em cibersegurança, mas a fragmentação das ferramentas existentes.
“As empresas investem em cibersegurança, mas esse investimento ainda precisa ser calibrado com uma plataforma que traga valor de negócio. As ferramentas fazem seu trabalho, mas têm silos e zonas cegas que, quando algum problema acontece, dão tempo suficiente para o ataque ser bem-sucedido”, afirma Tiago Santos, diretor-geral da Hackone.
Uma plataforma para acabar com os silos
O SecurityOne se apresenta como um NG-SOC, centro de operações de segurança de próxima geração que unifica em um único ambiente as funções de SIEM (gestão de eventos), DFIR (resposta a incidentes e análise forense), SOAR (automação de respostas) e inteligência artificial (IA). A proposta é eliminar a necessidade de os analistas alternarem entre múltiplas telas para investigar uma ameaça.
O principal ganho está no tempo de resposta. De acordo com referências de mercado citadas pela Hackone, o tempo médio de detecção e resposta a incidentes gira em torno de 72 horas. Com o SecurityOne, a empresa afirma reduzir esse intervalo para oito horas ou até minutos, dependendo da complexidade do ataque.
A IA atua como o que a Hackone chama de “motor” da plataforma. Em vez de estar integrada ao código do software, funciona como uma camada de correlação que processa os eventos coletados pelas ferramentas de segurança já existentes na infraestrutura do cliente.
Na prática, a IA resume incidentes, sugere causas prováveis, prioriza alertas críticos e recomenda ações com base no histórico. A decisão final, no entanto, cabe ao analista humano.
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Outro ponto destacado pela empresa é o conceito Bring Your Own AI, que permite ao cliente escolher qual modelo de linguagem alimenta o motor da plataforma. A escolha pode recair sobre soluções da Microsoft, da OpenAI, da Anthropic ou um modelo próprio, conforme as políticas internas de conformidade e segurança.
“O SecurityOne não é uma plataforma em que a IA está dentro da arquitetura do software. Ela é um motor. Você escolhe quem é o seu motor de acordo com as políticas de segurança da sua empresa”, explica Lucas Palma, CEO da Hackone.
Para empresas que não têm estrutura para um SOC completo, a Hackone oferece uma modalidade de entrada chamada AI SOC Essentials, que permite começar com poucos conectores e expandir conforme o crescimento do negócio.
O livro como referência de mercado
Lançado no mesmo evento, o livro Next-Generation SOC & Inteligência Artificial foi escrito por seis profissionais: Alexandre Sabino, engenheiro de soluções da Hackone; Cristiano Borges e Mateus Pereira, engenheiros da Fortinet; Denny Roger e Tiago Santos, diretores de operaçõesda Hackone; e Rafael Righi, engenheiro consultor de sistemasda Hackone.
A obra propõe um guia prático sobre como integrar IA à cibersegurança, abordando o novo papel da governança, do red team e do blue team nesse contexto, além de detalhar como estruturar operações de SOC e NG-SOC para antecipar incidentes.
Segundo Palma, o interesse pelo material já havia se manifestado antes do lançamento oficial. Em um pré-lançamento sem o livro físico disponível, 750 exemplares foram vendidos e 1,2 mil pessoas acompanharam ao vivo.
A Hackone planeja ainda que o livro seja adotado como material de apoio em universidades parceiras da academia oficial da Fortinet.
“O Brasil é muito aberto para inteligência artificial, aparece entre os primeiros lugares no uso das principais plataformas. Por que não ser também uma referência global em cibersegurança?”, questiona Palma durante a apresentação.
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