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Profissional da indústria utilizando tecnologias digitais e inteligência artificial em ambiente industrial conectado, com painéis de dados e automação avançada ao fundo.

A inteligência artificial vem deixando de ser uma aposta experimental para se consolidar como parte estratégica das operações industriais. É o que mostra a 11ª edição do “Relatório Anual do Estado da Produção Inteligente”, divulgado pela Rockwell Automation. O levantamento ouviu mais de 1.500 fabricantes em 17 países e revela um setor cada vez mais orientado à escalabilidade tecnológica, eficiência operacional e resultados mensuráveis.

Segundo o estudo, 34% das operações industriais já utilizam IA em atividades relacionadas à qualidade, cibersegurança e otimização de processos. A expectativa dos fabricantes é que mais da metade das operações conte com suporte da tecnologia até 2030, reforçando a IA como um ativo operacional central para a competitividade da indústria.

O relatório também mostra uma mudança importante na maturidade digital do setor. Atualmente, 59% dos fabricantes afirmam utilizar tecnologias de produção inteligente em suas operações diárias, enquanto apenas 18% permanecem em fase piloto. O dado sinaliza uma transição do período de testes para a adoção em larga escala das soluções digitais.

Para Blake Moret, presidente e CEO da Rockwell Automation, a transformação digital passou a ocupar um papel estrutural dentro das organizações industriais. “Em todo o setor, os fabricantes estão enfrentando mais complexidade e pressão do que em qualquer outro momento da última década”, afirma. “O que se destaca na pesquisa deste ano não são apenas os desafios, mas a forma como os líderes estão respondendo ao tornar a transformação digital uma prioridade central de suas operações. As organizações que estão obtendo resultados são aquelas que conectam tecnologia, pessoas e processos para transformar insights em melhores decisões, melhor desempenho e maior resiliência,” pondera.

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A pesquisa aponta ainda que 90% dos fabricantes consideram a transformação digital essencial para manter a competitividade. Nesse cenário, a capacidade de transformar dados em inteligência operacional se tornou um diferencial estratégico. Embora as empresas estejam coletando volumes crescentes de informações, apenas 43% desses dados são efetivamente utilizados, evidenciando que o desafio deixou de ser acesso à informação e passou a ser execução.

A cibersegurança também aparece como uma preocupação crescente para o setor industrial. De acordo com o levantamento, 46% dos fabricantes sofreram ao menos um incidente de segurança cibernética no último ano. O avanço da conectividade e da automação elevou a exposição das operações, tornando arquiteturas integradas e seguras de TI e TO um elemento crítico para a expansão da IA e de sistemas avançados de automação.

Outro destaque do estudo é a mudança no perfil dos investimentos industriais. As empresas vêm direcionando recursos para iniciativas com impacto operacional direto, priorizando ganhos de qualidade, redução de custos, mitigação de riscos e aumento da eficiência geral dos equipamentos (OEE). O relatório mostra ainda que um terço dos orçamentos operacionais continua sendo destinado à tecnologia industrial, refletindo um ciclo de investimentos focado em escala e execução contínua.

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