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KPTL traz novos associados para acelerar ritmo de crescimento

By abril 30th, 2026No Comments
Time da KPTL: Thomas, Vasco, Pitoli, Danilo, Cris e Renato (da esquerda para a direita) | Foto: Divulgação
Time da KPTL: Thomas, Vasco, Pitoli, Danilo, Cris e Renato (da esquerda para a direita) | Foto: Divulgação

Com mais de 20 anos de atuação no venture capital brasileiro e um portfólio que praticamente dobrou de tamanho desde a fusão que deu origem à gestora em 2019, a KPTLestá entrando em uma nova fase de crescimento. A casa chegou a 70 empresas investidas e dez fundos sob gestão – e, para dar conta do ritmo acelerado acaba de trazer três novos associados para ajudar na senioridade da operação.

“A primeira pergunta que eu recebo dos investidores quando lanço um veículo novo é: quem vai tocar o fundo? Os investidores são muito preocupados na alocação das pessoas da gestora. Isso chega a um nível de formalismo que vai para dentro dos regulamentos do fundo. Só que eu tenho 24 horas por dia, meus sócios também. Se não trago novas pessoas, não consigo crescer. Preciso esperar um fundo de 10 anos terminar para começar outro. Existe uma engenharia de alocação de tempo”, explica Renato Ramalho, CEO da KPTL, em entrevista ao Startups.

Ele se refere aos sócios Gustavo Junqueira, cofundador e atual COO da KPTL, e Christiane Bechara, CFO. Para Renato, havia a necessidade de aumentar o time sênior para permitir que os fundadores da gestora se dediquem a áreas mais estratégicas, além da questão dos desinvestimentos, um dos focos da casa para este ano.

Os três novos associados têm em comum anos de casa e um elemento que Renato chama de “DNA de sócio”. Dois deles são nomes de peso no mercado e estão na KPTLhá cerca de seis anos: Adriano Pitoli, que foi sócio da Tendências Consultoria, e Danilo Zelinski, que passou a última década na Blackstonee hoje lidera a vertical de clima da KPTL.

Tomás Moraes, com 25 anos, é o mais jovem dos três. Entrou como estagiário e foi ganhando espaço pela qualidade das entregas. Hoje lidera a área de prospecção, atuando ao lado de Gustavo Junqueira.

Tese de nicho

Mas a chegada dos novos associados tem uma segunda dimensão, além da engenharia de tempo. Ela marca também uma virada na própria estratégia de investimento da KPTL, que cada vez mais tem se especializado em teses setoriais.

Quando o mercado de venture capital brasileiro ainda engatinhava, no início dos anos 2000, todas as gestoras operavam de forma agnóstica. “Todo mundo investia no que dava, porque você não tinha ecossistemas de empreendedorismo nichado por setor”, lembra Renato.

Em 2006, quando a KPTLlançou o Criatec 1, fazer um fundo exclusivo de agro seria inviável: “Não ia conseguir captar. Porque eu não ia conseguir mostrar para o meu investidor que tinha ali um ecossistema de empreendedorismo no agro suficiente para eu investir R$ 200 milhões”.

Só em 2020, com o quinto fundo, a KPTLfez sua primeira aposta nichada, de fato, no agro. A especialização provou seu valor. “Você cria uma especialização de time, uma profundidade de conhecimento setorial e tecnológico muito grande”, diz Renato.

É nesse contexto que Danilo Zelinski e Adriano Pitoli se encaixam: ambos construíram, ao longo de anos de atuação na gestora e em suas carreiras, uma especialização genuína em suas respectivas verticais: clima e serviços públicos de massa (ou govtechs). Para Renato, a chegada dos profissionais ao cargo de associados “não só libera os outros sócios para o crescimento da gestora, mas traz profundidade e especialização em setores em que o Brasil tem vantagens comparativas.”

Fundo de saúde

O mais novo fundo gerido pela casa, inclusive, é setorial, focado no segmento de saúde. O veículo tem como tese investir em empresas de base tecnológica voltadas à promoção de saúde e à redução de sinistros, com foco especial nos planos de autogestão – estruturas criadas por grandes corporações para gerir a saúde de seus próprios funcionários, reguladas pela ANS.

Estruturado pela Unimed-BH, por meio do seu Horizontes Hub, em parceria com a Abertta Saúde, operadora de autogestão do grupo ArcelorMittalno Brasil, o fundo tem atualmente R$ 60 milhões para investir. Mas a ideia, segundo o CEO da KPTL, é que o veículo chegue a R$ 200 milhões.

“Esse é um tamanho que a gente consegue ter orçamento e time dedicado a uma profundidade perfeita”, aponta Renato.

“Queria um mundo mais calmo”

Para além da agenda de novos fundos e associados, Renato não esconde que o ambiente macroeconômico pesa. “A gente hoje no Brasil está muito restrito de capital, em razão da taxa de juros, basicamente. O dinheiro da poupança privada está todo em renda fixa”, diz.

O efeito é duplo: limita o volume disponível para investimento e reduz a liquidez do mercado. “O private equity está sem conseguir levar empresas para a bolsa faz quatro anos. O problema de liquidez pega todo mundo”, observa ele, que completa: “Queria um mundo um pouco mais calmo. Queria que esses juros viessem para um lugar mais calmo e a eleição fosse a mais tranquila possível, sem guerra. Aí a gente poderia continuar fazendo o nosso trabalho melhor.”

Mesmo assim, o ritmo de desinvestimentos segue firme. “Quem tem liquidez sabe que tem que aproveitar esse momento mais de apatia, ao mesmo tempo em que tenta negociar melhor porque está com dinheiro e o mercado está sem”. Na prática, isso significa mais pressão sobre os valuations e negociações mais apertadas. No entanto, o CEO da KPTLdiz que “não dá para reclamar”: “A gente já viveu períodos bem piores para vender companhias. Hoje não é difícil você abrir uma interlocução tendo um bom ativo na mão”.

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