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Imagem da bandeira do Brasil formada por linhas de código de programação, com caracteres e comandos em verde, amarelo, azul e branco, representando a integração entre tecnologia e identidade nacional (soberania, governo, confiança, digital)

O mercado brasileiro de tecnologia da informação alcançou US$ 67,8 bilhões em receitas durante 2025, crescimento de 18,5% frente aos US$ 58,6 bilhões de 2024 – e acima da média global de 14,1% no mesmo período. Apesar da expansão considerável, a projeção para 2026 é bem mais baixa, de 5,3%, e inferior à média mundial prevista (de 9,7%), conforme o País se aproxima de uma fase de maturidade.

Os dados foram apresentados pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) em live aberta no YouTube nessa quarta-feira (1º). O Estudo Mercado Brasileiro de Software – Panorama e Tendências 2026, como é chamado, está na 20ª edição e é feito anualmente pelo IDC. Segundo os autores, o Brasil entra em uma “nova fase”, com os investimentos em TI passando por uma consolidação, se tornando mais seletivos e orientados a produtividade, otimização de custos e impacto no negócio.

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“Saímos de um ciclo de aceleração impulsionado pela digitalização, pela adoção intensiva de nuvem e pelo avanço da inteligência artificial, e entramos agora em uma fase de maior maturidade. Nesse novo momento, o crescimento continua, mas passa a ser orientado por eficiência, escala e governança”, explica em comunicado Jorge Sukarie Neto, conselheiro da ABES e responsável pelo estudo. “As empresas deixam de investir apenas para digitalizar e passam a buscar retorno concreto, integração entre tecnologias e maior racionalização dos custos.”

Segundo o IDC, o Brasil se manteve na 10ª posição no ranking mundial de investimentos em TI, e 1º lugar na América Latina – onde ampliou liderança de 34,7% em 2024 para 38,4% de participação nos investimentos regionais em 2025. “O aumento da participação regional demonstra a resiliência do setor e a continuidade dos investimentos estratégicos no país”, diz Fabio Martinelli, analista sênior para o setor corporativo do IDC na América Latina.

O estudo aponta ainda que o mercado brasileiro de TI ainda possui forte concentração de investimentos em hardware, que representam 47,9% do total, seguido por software (32,1%) e serviços (20%). “À medida que avançamos na digitalização, a tendência é que software e serviços ganhem mais relevância, impulsionados por modelos em nuvem, inteligência artificial e serviços gerenciados. É esse movimento que vai aproximar o Brasil dos mercados mais maduros (…)”, explica Sukarie Neto.

IA como infraestrutura

Segundo o estudo, em 2025 a inteligência artificial (especialmente a generativa) foi o principal vetor de crescimento. Em 2026, no entanto, a tecnologia se consolida como base das operações digitais, e o foco das empresas passa a ser a integração da IA aos processos de negócio. A demanda por infraestrutura seguirá alta por conta da “necessidade de suportar aplicações de IA, com continuidade dos investimentos em cloud, data centers e redes de alta capacidade”, dizem os autores.

A segurança cibernética, que já era prioridade para 36% das empresas brasileiras em 2025, segue importante esse ano. Arquiteturas como Zero Trust e o uso de IA aplicada à segurança indicam, segundo IDC e ABES, uma mudança de abordagem para gestão contínua de riscos.

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