Skip to main content
Notícias

MSW Capital chega ao 5º fundo com R$ 540M sob gestão

By maio 21st, 2026No Comments
Richard Zeiger e Moises Swirski, sócios da MSW Capital | Foto: Divulgação
Richard Zeiger e Moises Swirski, sócios da MSW Capital | Foto: Divulgação

Quando a MSW Capital lançou seu primeiro fundo multi corporativo, há pouco mais de uma década, o mercado brasileiro de corporate venture capital (CVC) ainda engatinhava. O que havia era a aposta da casa de que grandes corporações poderiam ser mais que apenas um cheque para as startups, mas o impulso que faltava para fomentar a inovação no país.

Onze anos depois, a tese da MSW parece estar no caminho certo. A gestora acaba de alcançar o marco de R$ 540 milhões sob gestão e anuncia o lançamento do seu quinto fundo, o BB Ventures 2.

Para os sócios Richard Zeiger e Moises Swirski, o marco do meio bilhão vem trazendo mais perguntas que respostas. “Será que a gente está fazendo certo? O que acontece agora? As perguntas vão mudar a gente de categoria. Nós começamos a deixar de ser uma boutique para ser uma gestora de médio porte”, afirma Moises, que fundou a MSWnos anos 2000, como uma boutique de assessoria em valuation e gestão de valor.

Em entrevista ao Startups, eles contam que a ideia é continuar olhando para as corporações como parceiros de negócios. “É realmente aproveitar o que as corporações têm de melhor, que normalmente não é o cheque, mas sim o canal, a expertise, gente muito boa, e levar isso a favor das investidas”, observa Richard.

O novo fundo e a aposta em IA

O BB Ventures 2 chega com um capital comprometido de R$ 115 milhões, mantendo o foco nas verticais de fintech, agritech e govtech, e incorporando dois ajustes relevantes. O primeiro é um olhar atento para a inteligência artificial.

“A gente vai olhar com mais carinho e muita atenção as empresas de IA. Não porque está na moda, mas porque hoje não tem como fugir”, afirma Richard.

O segundo ajuste é a abertura para rodadas Série B, algo que o fundo anterior não comportava. “Não que a gente vá deixar de ser early stage investor, mas quando tiverem oportunidades em que a gente enxergue que o banco pode contribuir, mesmo numa etapa um pouco mais tardia, a gente vai poder olhar”, explica o sócio da MSW.

Os cheques devem variar entre R$ 5 milhões e R$ 15 milhões, podendo chegar a R$ 25 milhões em casos pontuais, com parte do capital reservada para follow-ons.

Foco permanece no early stage

Apesar da abertura pontual à Série B, mudar o rumo em direção ao late stage não está nos planos, segundo os investidores. “A gente não sabe ser passivo nas coisas que a gente investe. Quanto mais late você é, você é mais um cheque. E isso não é a filosofia da MSW”, explica Richard.

O argumento também passa pela lógica das corporações parceiras. Para ele, startups em estágios iniciais são mais suscetíveis ao apoio estratégico de grandes empresas: “Às vezes a startup está desenhando um produto que ela acredita muito, mas não tem muito cliente ainda. A corporação chega e fala: se você ajeitar um pouquinho para cá, encaixa aqui. Essa ajeitada pode fazer uma grande diferença. Agora, uma startup mais late não faz essa ajeitada”.

Moises completa: “Quando o estágio é mais cedo, é um mundo de desenvolvimento. Os recursos financeiros são necessários, mas o intangível — aquele que não é financeiro — é extremamente necessário. E a nossa inteligência está nisso”.

Família de fundos

Com mais de 10 anos de corporate venture capital, a MSWtem veículos de investimento em momentos distintos, que os sócios comparam a uma família com filhos em idades diferentes, do adolescente ao recém-nascido. O primeiro foi o BR Startups, multi corporativo, que já está em fase de desinvestimentos. O segundo fundo nesse modelo foi o Multicorp 2, que reúne corporações como Baterias Moura, BB Seguros, AgeRio e Embraer.

Além disso, a casa possui três fundos proprietários: um da Embraer, além dos BB Ventures 1 e 2. Ao todo, são 20 investidas nos cinco fundos.

No portfólio, a gestora acumula casos que refletem a abordagem de longo prazo. A fintech Pagaleve se aproximou de uma avaliação de R$ 1 bilhão na última rodada, enquanto a Payfy teve sua solução integrada a produtos do Banco do Brasil. Pelo MultiCorp 2, a MSWinvestiu cedo em empresas de drones como SpeedBird e Tidewise, hoje exportando tecnologia brasileira. No campo de saídas, a venda da Olivia para o Nubank e da Car10 para a Webmotors figuram como referências de ciclos completos.

O post MSW Capital chega ao 5º fundo com R$ 540M sob gestão apareceu primeiro em Startups.

Close Menu

Wow look at this!

This is an optional, highly
customizable off canvas area.

About Salient

The Castle
Unit 345
2500 Castle Dr
Manhattan, NY

T: +216 (0)40 3629 4753
E: hello@themenectar.com