
Em um painel que discutiu os caminhos da inovação aberta, durante a 1ª edição do São Paulo Innovation Week, Marcella Calfi, Gerente de Marketing da Zoop, empresa do iFoode pioneira em embedded finance no Brasil, destacou a necessidade de transformar o tema em uma prática estratégica dentro das empresas, conectada a resultados concretos e à capacidade de execução.
No painel “Open Innovation sem romantismo: o que funciona de verdade”, mediado por Ebiliane Lima, especialista em Inovação Aberta do Grupo Silvio Santos, Marcella dividiu o palco com Bernardo Hamaoui, Head de Inovação da Alupar, e Marilia Rocca, CEO da Funcional Health Tech, em que debateram sobre desafios, aprendizados e os fatores que realmente tornam iniciativas de inovação sustentáveis.
Para a Gerente de Marketing da Zoop, a inovação aberta exige priorização e clareza estratégica. “Quando pensamos em inovação dentro das empresas, existem escolhas. Nem tudo precisa ser construído do zero. O ponto é entender aquilo que faz parte do seu core e o que pode ser potencializado por meio de parcerias”, afirmou.
A executiva destacou ainda que essa lógica faz parte da trajetória da própria Zoop. Atuando dentro do ecossistema do iFoodpara solucionar desafios relacionados a pagamentos em escala, a companhia transformou soluções inicialmente criadas para necessidades internas em uma infraestrutura financeira que hoje atende outras empresas e plataformas.
Outro ponto debatido durante o painel foi a importância de dar protagonismo e direcionamento às iniciativas de inovação. Segundo os participantes, projetos frequentemente perdem força quando não possuem liderança definida, metas claras e alinhamento estratégico.
Também durante a conversa, Marcella chamou atenção para o papel da inteligência artificial na construção de novos processos de inovação. “A inteligência artificial deve ser utilizada para potencializar pessoas e acelerar resultados, não para substituir talentos. Mas existe também uma responsabilidade coletiva de ampliar o letramento sobre o tema e tornar esse conhecimento mais acessível”, destacou.
Entre os exemplos citados, a executiva mencionou iniciativas voltadas à criação de uma cultura orientada à inovação dentro do ecossistema iFood, incluindo o uso de ferramentas próprias de IA e o acompanhamento do nível de familiaridade dos colaboradores com a tecnologia.
Ao encerrar sua participação, Marcella reforçou que o avanço da inovação depende menos de idealizações e mais da disposição para transformar ideias em execução prática.
“Inovação aberta sem romantismo exige coragem para executar. Muitas vezes, quando algo é novo, a primeira reação é acreditar que não vai funcionar. Mas inovar também significa confiar no benefício final e manter o foco na resolução de problemas reais”, concluiu.
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