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Com IA para mobile commerce, Kobe quer faturar R$ 51M em 2026

By abril 17th, 2026No Comments
Fabio Barboza, CEO e cofundador da Kobe, em stand no VTEX Day 2026
Fabio Barboza, CEO e cofundador da Kobe, em stand no VTEX Day 2026 (Imagem: Giulia Frazão/Startups)

Unir SaaS com inteligência artificial: essa é a aposta da Kobe, startup gaúcha que ajuda empresas a criarem seus próprios aplicativos. Com essa estratégia, a companhia mira um faturamento de R$ 51 milhões em 2026 — salto de 88,9% em relação aos R$ 27 milhões registrados no ano anterior.

Fundada em Porto Alegre em 2014, a empresa passou por uma virada em 2021, quando abandonou o modelo de projetos sob medida para migrar para uma plataforma SaaS por assinatura. A Kobe transforma o site de uma marca em um aplicativo próprio, já integrado às ferramentas que ela usa no dia a dia. Para puxar o crescimento, a companhia desenvolveu uma nova inteligência artificial — já testada e hoje usada por cerca de 120 clientes, em sua maioria varejistas — que entra para montar e otimizar essa experiência, sugerindo desde a organização do app até campanhas e funcionalidades mais aderentes a cada negócio.

Para exemplificar como isso funciona, o fundador e CEO Fabio Barboza cita o caso do setor de moda, em que as marcas podem ativar funcionalidades como provador virtual dentro do app. “Hoje, todo o público de moda consegue experimentar as roupas ou calçados, através de um vídeo gerado em tempo real do consumidor”, explica ao Startups. Veja a demonstração abaixo:

Utilizando uma imagem pré-enviada como base, o cliente pode experimentar roupas e sapatos através de inteligência artificial

Já em segmentos como farmácia, a lógica muda: entram recursos mais específicos da jornada de compra, como aplicação automática de descontos de laboratório, validação de receitas e até opções de compra recorrente.

Como funciona o processo de adoção do cliente?

A lógica por trás da plataforma da Kobe é que a própria IA sugira os melhores caminhos para cada cliente. Ao analisar o site da marca, suas campanhas e o histórico de desempenho de outros aplicativos, o sistema cruza essas informações e indica quais funcionalidades devem ser ativadas para otimizar vendas e engajamento.

Ou seja, a tecnologia funciona como uma curadoria automatizada: a partir de um catálogo já existente, recomenda como montar o aplicativo — do layout às estratégias — de acordo com o perfil e os objetivos de cada cliente.

Ao mesmo tempo, a plataforma também evolui a partir das demandas dos próprios clientes. Quando surge uma ideia ou necessidade específica, o time da Kobe analisa o caso, e, se aprovado, desenvolve a funcionalidade e a incorpora ao produto. A condição, no entanto, é que essa solução passe a ser disponibilizada para toda a base de assinantes, ampliando o repertório da plataforma. “Se um cliente pede algo novo, a gente cria, mas isso volta para a comunidade”, resume o CEO.

Hoje, a Kobe atende empresas de diferentes portes, mas com um ponto em comum: relevância no digital. A plataforma é voltada para marcas que já têm alguma relevância no e-commerce, com faturamento mensal a partir de cerca de R$ 300 mil a R$ 500 mil no online.

Ainda assim, a base é diversa e inclui desde empresas em crescimento até grandes varejistas, incluindo empresas como Cacau Show, Decathlon, Tok&Stok, Fast Shop, Multi(antiga Multilaser), Fila, Puket, Compra Certa, Savegnago e Ladeira Armarinhos.

Somados, os aplicativos criados pela Kobe para seus clientes reúnem cerca de 25 milhões de usuários ativos por mês — ou seja, consumidores das próprias marcas atendidas. Juntas, essas aplicações também movimentam aproximadamente 3 bilhões de mercadorias vendidas.

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