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Com R$ 45M da a16z e Kaszek, Segura quer levar IA para corretores

By abril 27th, 2026No Comments
Luis Alberto (Bebeto) Nogueira, Lucca Buffara, Leticia Schettino, Pedro Nóbrega, Marcos Franco e Mayana Rosário, da Segura | Foto: divulgação
Luis Alberto (Bebeto) Nogueira, Lucca Buffara, Leticia Schettino, Pedro Nóbrega, Marcos Franco e Mayana Rosário, da Segura | Foto: divulgação

Com sua tese de entregar IA para facilitar o trabalho de corretores de seguros, o elo entre as seguradoras e o cliente final, a insurtech Segura atraiu investidores de peso. Ela acaba de levantar sua primeira rodada institucional, um portentoso seed de R$ 45 milhões coliderado pela Andreessen Horowitz (a16z) e Kaszek.

O aporte também conta com a participação da Big_Bets e um time de investidores-anjo renomados: Assaf Wand, fundador da Hippo; Marcelo Blay, fundador da Minuto Seguros; Fersen Lambranho, chairman da GP Investimentos; Anderson Thees, managing partner da Redpoint e.ventures; Mario Augusto Sá (NG.CASH) e a família Almeida Braga, controladora da Icatu.

Segundo Luís Alberto Nogueira, o Bebeto, CEO e cofundador da Segura, a injeção de capital tem um destino bem definido – talentos e produto. De acordo com o executivo, o foco é tornar a plataforma de IA da empresa, chamada Helena, ainda mais robusta, adicionando mais camadas de atendimento e gestão, assim como recursos agênticos, tudo dentro do WhatsAppdos corretores.

“O foco do ano é ter a melhor ferramenta de infraestrutura de venda de seguros do mundo rodando no WhatsAppe chegar a uma base de dez mil corretores”, resume o CEO. A Segurasaltou de 100 corretores em 2024 (seu primeiro ano de operação) para pouco mais de 3 mil corretores, ainda operando no “stealth mode” e atraindo clientes na base do boca a boca.

Contudo, após a rodada, Bebeto revela que chegou o momento de “apertar o passo”. Ainda assim, segundo o CEO, a meta para 2026 é conservadora diante do tamanho do mercado brasileiro, que movimenta US$ 250 bilhões anualmente, conta com mais de 125 mil corretores, que respondem por cerca de 80% das vendas no país.

“São milhares de corretores, cada um operando simultaneamente com múltiplas seguradoras, cada uma com seus próprios sistemas, coberturas e processos. Entregamos um sistema que permite gerir e vender em uma única experiência. Esse é o elo da corrente que oferecemos”, explica o cofundador.

Para a a16z, o investimento faz parte de uma tese mais ampla sobre o potencial dos agentes de IA em mercados de distribuição complexa. “A distribuição de seguros é um dos sistemas mais complexos dos serviços financeiros. A Segura está atacando esse problema na raiz ao construir uma camada de infraestrutura de agentes de IA que oferece a seguradoras e corretores uma forma mais rápida e escalável de vender”, afirmou Angela Strange, general partner do fundo.

IA – e o corretor – no centro

No centro da plataforma está a Helena, assistente inteligente da empresa que opera integrada ao WhatsApp, canal onde já acontece grande parte da comunicação entre corretores, clientes e seguradoras. A Helena acessa informações técnicas de apólices, históricos de interações e condições gerais, e apoia cotações e renovações em tempo real.

A integração com o WhatsApplevou a Seguraa ser a única insurtech selecionada para o WhatsApp AI Startups Hub, programa da Metapara startups com aplicações inovadoras de IA, algo que pesou na hora de sentar à mesa com a a16z, pondera o CEO.

“Imagina se o corretor pudesse falar com todos os clientes dele e, sempre que eles falassem, ele respondesse na hora e soubesse tudo sobre todas as apólices”, diz Bebeto. “O corretor já está no WhatsAppo dia inteiro. A inovação não é mudar o hábito, é estruturar a operação por trás dele. Quando organizamos dados e processos, o ganho é direto em produtividade e conversão”, completa.

Como pitch para atrair mais corretores para usar sua plataforma, a Seguratornou a Helena 100% gratuita para o corretor. O faturamento da insurtech vem de um take rate junto às seguradoras, baseado no volume transacionado.

Segundo Bebeto, esse modelo de monetização eliminou barreiras, principalmente entre corretores e firmas de pequeno porte. O cliente ideal da empresa são corretoras de até sete funcionários, perfil que historicamente não tinha acesso a ferramentas ou infraestrutura tecnológica que grandes seguradoras utilizam. “O que a gente faz na prática é dar para o corretor pequeno a mesma capacidade de operação como se fosse uma mega broker”, resume o CEO.

Perguntado sobre uma possível concorrência com insurtechs como Justos, Azose Pier, que apostam em uma distribuição maior por canais digitais, o CEO da Segura prefere apostar na relação entre corretor e cliente final. Segundo o executivo, eles permanecem como um elo de credibilidade em um setor baseado em confiança.

“Acreditamos que os corretores serão mais importantes do que nunca na era da IA e continuarão sendo a principal interface com o cliente final. Para que isso aconteça, os corretores precisam estar equipados com IA rodando sobre uma nova infraestrutura que suporte suas operações no dia a dia. Foi para construir essa tecnologia que fundamos a Segura”, finaliza o CEO.

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